04 novembro, 2009

só existe uma pessoa capaz de me acalmar
e, por 'coincidencia' é a mesma única capaz de me levar até o inferno.

02 novembro, 2009


é o que tem pra hoje, amanhã, agora.
um pouco de tudo e tudo de confusão.
uma falta de hormonia unida à descargas intensas
de neurotransmissores. tudo muito, quase nada.

28 outubro, 2009

e eu que sempre repeti aos ventos
que era uma pessoa que nao tinha
mtas esperanças... não que merda eu
estava pensando pra afirmar um mentira
ridicula dessa.
se as pessoas me vissem pela manha, quando
acordo, sozinha, vendo o sol na janela aberta,
sentindo a brisa que o ventilador produz...
acordo todos os dias como uma menina de pouca
idade, que sorri pra vida e tem esperança
de que tudo se colorirá.
acredito que me olharei no espelho e me sentirei
melhor, acredito em nós, acredito no amor e na
liberdade, acredito no diálogo, nas minhas pernas,
nos meus olhos, no meu dedo que clicka. acredito
em todas as minhas vontades. sinto tudo de maneira
leve, chamo meu gato na cama, fumo um cigarro sem
culpa, sou preguiçosa. mas daquelas que sorriem
por causa da preguiça e que vai, assim, sem culpa msmo.

gosto de mim de manhã, qunado a minha manhã
é realmente minha por prazer. quando o céu tá azul
da cor dos olhos do meu pai e as arvores da cor
dos olhos da minha mãe. quando sol brilha tanto
quanto o sorriso do meu irmão.
mas isso tudo tem durado tao míseros minutos
que chega a bater desespero só de lembrar da paz. ahn?
é, sei lá. minha vida se transforma no inferno em poucos
segundos, bagunça e desorganiza tudo.
espero que dessa vez nao dure mto.

26 outubro, 2009

tá tudo tão 'depois eu arrumo' que inclui o blog
nisso tudo. vou, pixando as paredes pela metade,
sujando de migalhas o chão.
'depois eu limpo'
céus, como detesto ver minhas coisas pelo chão...

25 outubro, 2009

prometo todos os dias voltar a deixar
algumas palavras aqui.
faço lista dos assuntos e acredito que
vou levar a sério, mesmo que só pra mim.
todo dia penso em escrever sobre a minha
família, sobre o que pensam as mulheres
que conheço, sobre qualquer coisa, sobre
me expor.. penso sempre nas palavras, são muitas.
tem dias que elas despencam dos meus lábios,
as deixo cair, inclusive, em qualquer lugar.
todos os dias penso em tudo e sinto exatamente
na msma intensidade todos os reflexos que as cargas
hormonais e agitos de neurotransmissores. sinto
a ausencia de tudo, penso no vazio.

todo dia eu choro, de alegria, de vergonha, de tristeza,
de raiva, de ódio, de ansiedade, de angustia. todo dia
isso tudo ao msmo tempo.
penso em como somatizo tudo que sinto e como me autodestruo,
consciente e insconscientemente.
todos os dias faço questão de me colocar em choque cm algum
sentimento. me permito, ao menos uma vez por dia,
pq sempre penso que preciso me sentir viva
mas no fundo, me sinto um zumbi.
todos os dias eu penso em nd e imagino mto. todos os dias
eu penso em tudo que me rodeia, sinto tudo, quero tudo.
todos os dias sou muitas. e sei exatamente quando elas surgem,
pq, como... mas todos os dias penso em nao pensar em racionalizar
tanto, penso que preciso sentir.
'dessa vez, eu sonhei. parece.
ouvi sons que me faziam dançar
sozinha. me mexer, levemente,
as vezes ficava olhando meus pés
girarem meu corpo...
pareciam exibir cores no vazio,
dançava me olhando no espelho e
gargalhava de mim mesma. me imaginava
em palcos com produções lisérgicas.
eu que corri tanto pra chegar até aqui,
tem tanto...
alice. '

23 outubro, 2009


22 outubro, 2009


posso fazer o que bem quiser disso aqui e aproveito msmo pra deixar fluir. parece que o fato de
não ter ninguém lendo, me deixa um pouco mais confortável. (antissocial)
nao sei o que aconteceu por aqui,
me fechei, me calei e só. pra mim, eu morri. já não sou quem eu quero ser,
já não posso me deixar ser qualquer coisa. parece que chega um momento da vida
que é necessário atuar e aparentar serenidade e passividade. e só, msmo. nao me agrada,
mas já que o que me agrada desagrada os demais, continuarei assim. nunca imaginei que
eu chegaria nesse estágio... surpreendo a mim msma.
a angustia tem sido tão frequente quanto o cigarro. não sei, sinceramente, o que to
fazendo de mim, já quase nao tenho meus dentes, meu corpo entra em colapso sempre,
diariamente sofre descargas de adrenalina e logo em seguida, a ausencia total delas. pena
não poder controlar. seria mágico se pudesse usar minhas proprias drogas cerebrais assim
que quisesse... mas elas mandam mais em mim do que eu imagino.
desespero, eu diria. desesperança, descrédito. angustia e ansiedade. pelo que? eis a maior questão. nunca fui de me questionar sobre o que faço por aqui, viva, acordando todos os dias,
mas hj me peguei nessa pergunta perturbadora, não só pior que as respostas que ouvi de
mim msma.
na maioria das vezes, eu sou a minha maior inimiga. principalmente quando me deparo
com espelho. não gosto do que vejo, nao gosto do que penso, nao gosto do que sinto, nao gosto
do que eu sou.

09 outubro, 2009

não deseje verdade e sinceridade se não souber
lidar com tais.
já ensaiei tantas despedidas, por muitas vezes.
são quase dez anos nessa coisa de blog, fotolog e afins.
sempre gostei de ter uma página com as cores que eu
escolhi, com palavras que eu pensei, com fotos minhas,
espaço aberto e livre pra fazer o que eu quiser.
já fiquei mto tempo sem escrever, já quis escrever e nao escrevi,
escrevi e não mandei, pensei, pensei. me despi.
isso aqui sou eu. todo mundo tem seu lado obscuro,
todo ser humano tem sua fase sombria.
até onde eu sei, somos dúvidas e é só isso que resta.
não quero saber pra que surgi, não quero entender o que acontece,
quero escrever. só! quero acreditar que existe um canto meu,
com coisas que eu escolhi. quero inventar situações, escrever o que
eu imagino, o que vejo, o que não quero falar nem pra mim msma.

gosto desse caption. gosto de poder mudar as cores das letras. gosto.
não é qualquer pessoa que tem coragem de ser. SER e só, sem cobrar,
sem intenções, sem entrelinhas. ser o que é, de fato, sem sociais, sem
meias palavras e discrições imbecis. conceitos retrogrados, rasos e
sem argumentos plausíveis. não me convence...
santa ingenuidade. ultimamente eu tenho aceitado mais a idéia de ser estranha
e ridiculamente ingenua. é tudo casca, tudo. por anos falei sobre isso,
por anos tentei traduzir a dor de se esconder por nao suportar a realidade.
e sim, eu sei o que eu faço. eu penso pra fazer, por incrivel que pareça. as vezes faço
procurando msmo a dor, pra me sentir viva, pra sentir que ainda sinto e não me deixei
levar pela apatia desse mundo cinza, das situações que passei.


sei que existem alguns gatos pingados que entram aqui.
comentários nunca existiram, tirando os da minha belíssima mãe que,
além de mãe, é amiga, inteligente, verdadeira.
sei que tem algumas escrotas que entram aqui, pegam as palavrinhas no crtl c/crtl v,
reproduzem na merda do orkut e ainda por cima dps me xingam.
tem que ter coragem até pra assumir que gosta, pra elogiar. gente que vive de
migalha alheia, que não tem o minimo tato pra simplesmente observar.
gente que não sabe gostar por gostar e só, que não sabe assumir sentimentos.
sei também de outréns, sei. nao pelos comentários, sequer por algum aplicativo,
sei pelas consequencias que isso aqui me traz. vem, le e distorce tudo,
toma qualquer verdade aqui dita pra si.
acontece que a vida é feita de escolhas e ter coragem pra dizer o que pensa
requer um grau de auto estima que não é possível em mim agora.
ter que ditar meus prazeres de acordo com o olhar de alheios, me incomoda.
me sinto invadida, me sinto vulnerável.

vou bloquear isso aqui. portanto, pegue o que te cabe, salve ou jogue fora.
leia e releia, remoa e sorria. não só de tristezas isso aqui foi feito.
aproveite e pegue o que quiser, publique nesses lixos, rebaixe o que sinto.
é a ultima vez. não sei quanto tempo isso irá durar, mas ando preferindo
guardar pra mim minhas palavras que escolho tanto pra escrever. penso mto,
escolho, penso mais um pouco. vc faz isso?
me questiono de hora em hora e ser sincero consigo não é fácil, dói, dói demais.
encontrar palavras que encaixem e que te agradem pelo menos nos 5 primeiros
minutos é dificil demais. pelo menos pra mim, que não falo o que não sinto.

chega, já me deixei crua demais e isso foi sempre mto doloroso. retorno nenhum,
nenhum. e sempre foi o que eu mais gostei de fazer.
mas caminhar despida nesse mundo, requer coragem extrema e isso me falta
no momento.
me falta mta coisa, mta. me falta serenidade e razão.
e agora, vou cuidar de mim pq isso ngm faz pela gente. criticar, xingar,
argumentar de maneira agressiva, cobrar.. isso todo mundo faz.
mas as melhores coisas só nós podemos fazer por nós msmos. e eu preciso, primeiramente,
cuidar da minha mente. e apesar da ignorancia de pessoas medianas, a mente adoece e é fato.
e a minha já tá padecendo.
até.

08 outubro, 2009

e ensinar não é tão fácil quanto pensam alguns.
ele já chorou de medo da geografia,
vive na dúvida em gramática. odeia ler.
mimado por todas as mais velhas, não sabe fazer nd.
acostumou-se. choraminga, faz birra, fica bravo,
dá escandalo, mais um charme e pronto, tá tudo feito,
elas fizeram tudo. inclusive o prato de comida,
a quantidade que ele vai comer.

mal tem idéia do suor pra se ter alguma coisa,
sequer conquista. diz que quer e ponto, acabou,
é o suficiente.
só esqueceram de lhe ensinar que a vida não se resume
à essa bolha cá. que bater o pé e fazer pirraça não resolverão
os problemas reais e que a comida que vc colocou a mais
e jogará, pesará aos olhos de quem nunca teve sequer boas
condições.
não adianta dizer, explicar, detalhar. elas fizeram e ele aceitou,
uma bolha pequena e justa, logo menos começará a doer. se sentirá
apertado e nao entenderá o pq.
prevendo o óbvio, espero surpresas. ha um pedaço de vastidão
nesse mundo limitado. é possivel ver, é preciso investir e acreditar.
tem fase que penso em tanto assunto
que me perco pra escrever.
não contente em observar, tenho mania
de analisar. tem hora que o cérebro não
aguenta, pifa, trava. o meu, pelo menos,
funciona assim. não sei fazer qualquer coisa
sem paixão. e essa idéia vulgar da paixão erotizada
é tão 'batida' que não preciso explicar sobre
que falo, né?
não gosto de explicar meus conceitos, o que penso.
e ainda detesto que me julguem pela aparencia.
me incomoda demais, apesar de já ter passado por muitas
desse tipo. não aprendi a ignorar. não sei fazer, é fato.
nunca soube, nunca quis mto aprender. não sei ignorar
o que sinto, o que vejo, o que me falam, o que me fazem...
se resolvo ignorar é pq, de fato, já não me cutuca de
nenhuma maneira, já não me imrporto msmo. não sei fingir!

ha dias em que anseio aprender certas atitudes,
parece mais fácil simplesmente fechar os olhos,
não se questionar e deixar tudo funcionar. não sei esperar.
atropelo tudo por se3ntimento, ansiedade. tenho prazer
em ver as coisas acontecendo da melhor maneira possivel,
gosto de resultados, de ação.

07 outubro, 2009

se tem um dia que a dor foi insuportável,
que eu gritei e perdi o controle, esse dia é hoje.
é, pq ainda nao acabou e vai demorar pra acabar.
talvez dure meses, anos. não sei, sei que vai doer,
vai ser dificil pra caralho, vou chorar e gritar, vou
me torturar.
se a pauta da foto era 'líquido', esse era o momento ideal.

e, CÉUS, eu nunca vou conseguir descrever essa dor
filha da puta, essa explosão, esse arrependimento
de tanta coisa, tanta.
é mto de vc em mim, é tudo, é cada canto.
meu samba, hoje, perdeu o malandro. sambo sozinha,
esse samba choroso, essa dor profunda. meu malandro
caiu pro mundo, foi encantar.
seu maior erro é tomar toda essa verdade pra vc,
achar que nas entrelinhas, repito seu nome.
dar nomes e lugares, concluir precipitadamente.
a primeira lição da vida é: o mundo não gira ao redor
do seu umbigo.
mais detalhadamente: não ache ser o centro das
atenções/emoções dos outros.
e tenho dito.
sou exatamente o que vc pede nas entrelinhas,
sou espelho, reflexo. sou consequencia do que
vc joga. sou a leitura da sua expressão,
a tradução do que vc não quer dizer,
o teu inconsciente, seu id, seu superego.
sou o que vc reprime, oprime, finge.
sou o corte que não cicatriza, a dúvida. sou crua,
nua, despida, de carne, osso e sangue quente.
sou o furacão que vc tenta conter. vou surgir
do nada no seu olhar, o cheiro que passará,
o sonho que vc não contará, o segredo que vc
esconderá. sou o fato consumado, o desejo
a te fitar. a realidade que vc transformou
em fantasia, as cores que vc não tem no cotidiano.
o incontrolável, a curiosidade.
a lembrança e a fotografia, o que vc enquadrou,
o que eu colori. sou o inevitável.
se eu fosse contar quantos anos nós vivemos
e convivemos juntos, cada discussão boba, cada
brincadeira, companheirismo.. vish, não ía dar!
sei que são muitos, no colégio desde mto tempo.
todos os dias, todas as manhãs, por mtos anos.
lembro que no ano seguinte, chorei por meses
só pelo fato de não sentar numa carteira ao lado deles.
romper é sempre tão dificil, porém, necessário.
não que um anule o outro, mas é preciso abrir pro
novo, só assim a gente sai do lugar.
ele casou, ela é uma graça de mulher. fui madrinha
com ele, robinho da somália! (haha)
saudades de tudo, saudades boa, reconhecimento do que
me fez, lições que caminham comigo e felicidade
quando revejo. ah, amor é solto e eu gosto de ve-los
felizes pelo mundo afora. os meninos que sempre
me aguentaram, independente de qualquer situação e humor.

as fotos demoraram, mas eu esqueci do tempo assim
que as tive. vou revelar e colocar na parede, pra olhar
todas as manhãs.








06 outubro, 2009

iiik. não nego, gosto mto disso.

já deixei de tentar entender. já não vejo necessidade.
sei que sinto, que faço e desfaço, nos passos transparentes,
deixo fluir, deixo levar.
pq o que eu puder escolher na leveza, faço questão.
deixa vazar dos olhos o sorriso que colori,
deixa nas digitais o aperto na pele clara,
deixa na vontade obscura, o querer mais verdadeiro.
deixei o monte de lápis aquareláveis ali, guardado,
pra num futuro incerto, vc decidir as cores.
é fato, ponto, não tem discussão. as consequencias são brutais
e eu agradeço a conscientização que existe hoje.
comecei pela curiosidade, to terminando pela dor.
e nesses longos anos de 'companheirismo', nunca conheci
uma pessoa que gostasse do fato. o cheiro encalacra,
o prazer é efemero, a fuga é vasta. é, é.
eu dependo de um bastonete de papel, me sinto fraca, mas é a
realidade.
é, é, pode ser inicio de câncer. e só assim vão me calar, literalmente.

05 outubro, 2009

entre as pernas.

e volta o cão arrependido.
dps de passar o dia tentando recuperar
a merda da senha do wordpress, eu voltei pro blogger \o/

não gosto mto do endereço desse blog aqui,
mas é por aqui que ficarão meus resmungos.
estes, aliás, que cansei de reprimir por causa de 'outréns'. capaz..

logo menos o verão tá estalando.
mulherada coloca as coxas de fora e exibe diversos tons.
não precisa queimar minha pele, só de iluminar
todos os cantos e exibir um céu todo azul eu fico tranquila.
tem uma porrada de vestido empoeirado no guarda-roupa,
e mais outra de tecidos leves. prefiro assim!
tecido que toca suavemente na pele e não limita movimento algum.
coisa de menina solta, de mente livre, de leveza que poucos enxergam.
na verdade, vou me corroer por algum tempo esse 'não' todo.
ha momentos em que, realmente, sequer lembro. mas outros,
parece que a dor nunca mais vai passar.
não sei o que pensar, só sei que agora chega de insistir. já nem tem graça,
virou chatisse, incômodo.
e eu nunca pensei que isso fosse acontecer, MESMO. insistir assim,
desse jeito, nesse tanto? "nunca", pensei muitas vezes.
mas msmo com tanta interrogação em mente, auto estima abaixo de zero,
frustração, prefiro à apatia.
independente do estrago que faz, me refaz. conforme sangro, vejo que
to viva. é na carne que eu sinto a vida. de contato, sentimento, historia,
transformação.
o cômodo nunca me transformou e eu nunca quis ser poupada de verdades.
não nasci pra indolente.
que venha da maneira que preferir, que me destrua o pouco de auto estima,
que dilacere o pouco que me cabe, que me deixe em cinzas, aos pedaços,
que sinta e, enfim, drene tudo que seja dor, pra continuar aquela metamorfose
intrinseca e insaciavel.

14 setembro, 2009

a tristeza é fato, mas a gente continua.
coloca um sorriso automatico e
segue com mil perguntas na cabeça.
já cicatrizei feridas profundas que
custaram mto caro, já vi minha ingenuidade
morrer com 3 tiros no torax,
minha sanidade se tranformar em migalhas
num porão escuro.
já gritei pro vazio, venci sozinha guerras
longas, passei por lugares sujos e sozinhos,
já vivi sem sol e já limpei sujeira alheia.
construi e desconstrui muros de concreto
puro, outros de papel. me reinventei. me refiz.
deixei meu sangue por onde passei. deixei
minha carne, aos pedaços. tentei colorir toda
historia que me fez, acredita todas as vezes que
caminhava pro abismo. cheguei no fundo do poço,
cavei. me machuquei. me machucaram. perdi referencia,
me perdi, tateei migalhas.
já fui mtas, já fui mto. já enlouqueci, de fato. fiquei
sã e precisei de entorpecentes e descobri que o meu lado
doce, que tanto escondi, nao suporta a realidade.
de pensar que ha um certo tempo eu coisificava sentimentos,
racionalizava emoções.
acreditei, em qualquer coisa que me tirasse a corda do
pescoço. me agarrei à esperança qualquer, foi dificil
suportar tanta amargura. foi dificil mergulhar em mim.
foi insuportavel me despir. foi doloroso me assumir.
foi enlouquecedor esperar. foi imensamente maravilhoso encontrar.
foi perturbador nao ter.
dps de tanto mar, tanto amargo. dps de duvidar
que pudesse me permitir voar, aquarelar cenas,
trilhar meus ouvidos, estampar sorrisos, sorrir
cm o olhar..
nem acredito que vc vai escapar,
pelos vaos dos meus dedos.
e eu que quis tanto, de tanto chegou a doer.
um vazio do que nao tive,
mto pra preencher de nd.
pq na verdade, eu fui nd.
eu preciso despejar essa dor em algum canto,
antes que meu peito exploda.
se deixar, segue ladeira abaixo essas lágrimas.
perdi a noçao do tempo,
perdi o controle das pernas,
perdi a razão e a vergonha na cara.

me permiti tirar, finalmente, os pes do chão,
quando, repentimente, caí.
mais uma vez deixei meu sangue no chão,
carimbado.
quanto tempo pra levantar e se permitir voar?
mas se do nada te cortam as asas, como vai fazer?
dias cinzas me deixam desesperada
pra mudar tudo ao redor.
to olhando o pouco de parede que
me sobra nesse quadrado e pensando
em fazer qualquer coisa.
ha tempos olho ao redor e sinto
a necessidade de rasgar cm tudo.
força nao me falta, oportunidade
que deixa a desejar. nao gosto quando
o contexto me faz sentar e olhar,
mas aproveito pra analisar. nao consigo
parar minha mente, ligaram no 220.
acho, no minimo, engraçado quando as
pessoas me dizem que pra dormir,
eu preciso acordar cedo. HM!
seria uma maravilhosa dica se eu ao menos
dormisse.
insonia, pelo que me lembro, é ausencia
de sono. nao pouco sono.
o pior é ouvir sempre o msmo assunto,
argumentos.. céus, o texto nunca muda?
nao sei de onde as pessoas tiram que eu to
sempre de brincadeirinha. como se a privação
do bom sono fosse algo mega interessante pra
se dizer pros outros.
POR FAVOR. se eu nao tenho assunto, prefiro
o silencio, este que nunca me incomodou.

é, ausencia de sono tbm modifica o humor,
este unido à tantas paranoias numa mente
que parece nao funcionar. é, funciona. e mto.
to cansada de papos superficiais,
argumentos rasos e bla bla bla sem graça.

13 setembro, 2009

tenho tanta vontade de jogar
de vez minhas palavras por aqui,
despejar de uma vez todo
o ardor que domina todas as minhas noites.
ainda nao sei o que trava minha língua.

vou deitar e imaginar surpresas,
cores e sorrisos.
só pq eu nao dormi, mta coisa aconteceu.
tenho habito de misturar tudo,
ligar uma coisa na outra. assim, complica
qualquer produção de texto, por mais
ridiculo que ele seja.
céus, já nem sei quantas horas eu fiquei
com os olhos abertos e secos. pensei em
algo produtivo no teto, quem sabe nao
compensa. sugestão?

tudo é reflexo, tudo.
somos o avesso, pra
poder ter historia diferente.
pq tem gente que faz, gente
que conta e gente que
assisti. simples!






acordar durante a madrugada,
pensando no óbvio.
era msmo tudo tao ensaiado,
rima barata, texto na ponta da língua,
msmos estagios, sem nenhuma
novidade. ja sabia o contexto,
consequencia, fala, trilha, expressões,
interpretações...
... surpreenda.

11 setembro, 2009

vou te desenhar de várias
maneiras no meu mundo,
te colorir direitinho, preencher
todos os cantos,
vou estampar o sorriso
que vc me trouxe,
colocar pra tocar as músicas
que vc me mostrou,
me atentar à voz mansa
e sorrir, sutilmente, com os olhos
grudados nos teus.

desperta o que ha de mais doce
e calmo, me faz sorrir repentinamente
e a imaginar cada detalhe que possa
rolar. sei la, vontades, saudades.
achei que nao existisse.
todas as vezes que lembro
de ter perdido completamente
o controle do que eu pensava,
lembro de músicas altas.
estourei algumas muitas vezes
caixinhas de som por causa disso.

era essa que eu queria aumentar
agora, com todo o gosto e voz que
me cabem num momento como esse:
fim de tarde de vento gelado e o
céu azul bebe, numa sexta feira
depois de uma semana de sentimentos
diversos e intensos.
nao sei se fico ou se corro, se grito ou se calo,
se choro ou se quebro tudo.
não sei o pq disso tudo, não sei em que
momento começou, sei que é tudo
novo, que tudo me seduz, me arrasta.
parece mentira, loucura, besteira,
bobagem, mas é. nao precisa de mais,
é e pronto.

10 setembro, 2009

ta em tudo, no olhar,
no olfato, nos lábios,
nas roupas, na pele - por dentro,
por fora.
indo, sorrindo, olhando,
pegando,falando...

- xiu, fala baixo!


09 setembro, 2009

vai sangrar por noites
aquela vontade que te cala.
em vão, lamberá a ferida
a fim de estancar aquilo tudo
e só saberá perguntar 'pq'.

santaolalla de trilha, sempre.
daria qualquer coisa pra estar em casa,
na minha cama, cm o meu bichano
pedindo carinho e ronrronando.
sentindo aquele cheiro delicioso que vem
do quarto da minha mãe e da brisa boa
da madrugada interiorana. aquele
silencio absoluto me seduz, ligo
o ventilador como canção de ninar,
me aninho no edredom imenso e espero
o gato se enrolar. minhas manias...
quantas manias, quantas.
quanta fragilidade escondida,
quanta doçura a sete chaves,
quanta vontade em vão,
quantas palavras no chão.


se nao sou uma certeza,
prefiro o nada. nada, menos
a dúvida. nada, menos a tortura
de ser opção.

sei do que eu quero, quando
eu quero e como eu quero.

pintei o ultimo sorriso com aquarela
e nele minhas palavras se foram.

08 setembro, 2009


ha, no minimo, 15 dias dormindo
em média 3 horas por noite.
tento incessantemente recolher
minhas coisas que, enquanto passavam,
derrubaram e sequer olharam.


chove aqui, chove mto, só chove.
grito contido, mãos atadas, pés pregados,
lábios secos, olhar perdido tudo
na mesma terça-feira cinza paulistana.
preenche esse vazio com concreto msmo?
logo agora que tinha desprendido,
que a sandalia de couro tava solta.



na msma intensidade que rasga
a minha carne, exatamente.
e é de doce em doce, cor em cor,
passo a passo que vou te desenhando
no meu mundo. deixei sorrisos e
lápis de cor pra vc pintar. vou te olhar
e sorrir, sem saber pq.. vou querer.
inverso: da cinza vem labareda.
nunca foi pra qualquer um,
tem que ter coragem, senao nao aguenta.

de longe tudo é mto fácil,
entrar, de fato, nesse mundo, já é outra historia.
dificil msmo ta sendo organizar
toda a confusão. gosto de pensar
numa coisa de cada vez, mas
misturou tudo, tanto, que complicou.

de pensar em tudo. TUDO!
quanta saudades. muitas pessoas,
mtos sentimentos, mta encrenca,
mta dor, mta vontade.
23 anos de grito. nao sei conviver cm o morno, msmo.
cansa, dói. queria que o acaso nao me surpreendesse
tanto, que o tempo nao levasse os queridos, que a vida
nao ficasse nublada sempre.
nem palavra sai. em momentos assim, elas costumam
ficar espalhadas no chao, até que eu consiga
junta-las como deveria.

06 setembro, 2009

se acabasse no óbvio
seria tudo considerado fácil demais.
mas se eu fosse te dizer
como o 'acaso' é presente na minha vida,
vc duvidaria.
a mudança nao me agrada por coincidencia,
me agrada pela consequencia.
agora sei o cheiro e o sabor que tem, o suficiente
pra dizer que quero mto mais.
repentinamente aparece, pra perturbar todos os sentidos.
as vezes esqueço dos detalhes, deve ser a estranha saudade
que bate.
nao sei de onde vem, sequer pra onde vai,
essa falta de informação que me tira o chão.
um banho frio na tentativa de esquecer
o inesquecivel.

04 setembro, 2009

adoro curtir a preguiça assim, sem culpa.
ventilador e edredom, meia luz.
só vazio em outros cômodos, adoro ficar
sozinha. me ligo nos sons que a propria
casa faz. um som mais calmo, mais baixo,
é sexta assim, com espaço pra preencher,
tempo pra criar.
tenho vivido de criação. fechar os olhos e
imaginar.
as vezes acho, inclusive, que fantasio a realidade
de tão absurdos alguns fatos.

enfim...

03 setembro, 2009

to tentando ir com calma, aos poucos,
uma coisa de cada vez, mas tá dificil. minha
cabeça tá parecendo carrefour em dia
de oferta. tantos detalhes, tantas questões
que fica dificil separar.
me perdi tanto que deixei a ventania
levar minha razão, agora nao sei se deixo
ir ou se corro pegar.

02 setembro, 2009

se tá frio demais, reclama.
se tá calor demais, reclama.
eu gosto msmo é disso,
frio demais pra nem sair de casa,
calor demais pra me jogar fora,
é ou não é. lã ou algodão.
e a tempestade quando chega,
destroi tudo.
melhor é ter tudo num dia só,
de uma vez.
vai deixar escapar pelos vãos dos dedos,
e tinha em mãos o sorriso largo. nessa roda
viva, o que a gente faz?

01 setembro, 2009

como faz pra desatar esse nó de arame?
tava passeando por algumas fotos antigas que fiz,
e isso é sempre muito engraçado pq eu lembro o que eu
tava pensando quando estava preparando-as.
fica literalmente nítido pelo que tenho paixão,
nos detalhes de quem eu reparei e o pq daquilo
tudo. acho graça nisso as vezes, msmo estampado
as pessoas teimam em nao olhar. NÉ?
engraçado como eu me apego à situações/coisas frágeis.
logo eu, que nao tenho tato algum para fragilidade, neta
de luizinho xerife das redondezas. VÁ!
tanto que no momento em que meu hd caiu no chão, senti
o choro nas amígdalas, parecia que estavam me arrancando
a perna (uma só). e já disse um dia que nao tinha esperança...
falo umas coisas tão ridículas as vezes! haha me apeguei ao
fio de esperança pra poder ter meus arquivos de volta.
até as 21h vou ser o desespero em pessoa.

31 agosto, 2009

e quando eu acho que simplificou, complica de vez.
descreveria por horas vontades repentinas e anseios,
se ao menos soubesse separar tudo isso da confusão
que se instalou por aqui. revirou tudo, to sem controle.

30 agosto, 2009

e o pior de tudo é a incógnita.

28 agosto, 2009



do nada chega e estampa um colorido sorriso no meu rosto,
salva meus ouvidos e me enche de vontades.

26 agosto, 2009

msmo com o sol, algo faltou.

25 agosto, 2009

agosto se arrastando.
não sei, só sei que dói.
é engraçado sentir tudo isso com a mente sã,
tem outro sabor. é real, não intensificado.
confesso que nao esperei tudo isso, assim,
aos montes, do nada, com tudo.
(- suspiro, dou mais um trago desesperado no cigarro,
reparo no desenho que a luz fez na parede, passei
os olhos pelas fotos e lembrei de refazer mural.
portishead no media player, mais um trago, acabou.
a musica e o cigarro podre, mas a essencia da noite
é 'ipê roxo'. ufa! -)
...e dói.

- a coisa tá feia aqui ao lado. prefiro nao colocar atenção na conversa!
terça feira começa arrancando o couro com a falta absurda
de sono. logo eu, porra!? adoro dormir, ADORO. enfim...
pular cedissimo da cama, nem me abalei. fiz o que tinha pra fazer,
dentro do meu tempo, bom pra calcular.
minha aula, sozinha, rostos diferentes, sorrisos gratuitos. delicia,
adoro essa sensação.
pra comprar a passagem, uma SENHORA fila. saí fumar o cigarro
da espera, aquele que acaba mais rápido, inclusive, ansiedade me arrebenta por inteira! enquando fumava,
olhava ao redor e lembrava do que vivi por ali. lembrei do sol, da sensação, do beijo, do abraço, senti saudades
daquilo tudo, do começo, da incerteza, da conquista, da intensidade quando PÁ, me interromperam:
"moça, vc pode fumar ali, do outro lado da rua? é que aqui foi proibido tbm. enquanto tiver cobertura, nao se pode
fumar." eu? fiz cara de parede mofada, agradeci a dica SUPER VÁLIDA e caminhei para o outro lado da rua, o lugar
que me coube neste latifundio. os pensamentos confusos diante dessa situação dos fumantes me fez, de fato, perder
a linha de raciocinio do que pensava, fugiu. até me envergonhei.
fumei aquele cigarro como se fosse maconha. olhando em volta, vendo onde a fumaça tava indo, observando
as pessoas que passaram a se incomodar só pelo fato de ter virado lei. pareço vigiada, fico até com medo!
fumei, mastiquei e engoli o cigarro matinal, argh! atravessei a rua e fui para o lugar a espera do Cometa,
quando observei alguns objetos feitos de reciclaveis. tinha, inclusive, um belíssimo avião feito de sucata, me encantei.
parei e fiquei observando, com um sorriso RIDICULO no rosto ao ponto do artista, autor dos objetos, perceber.
eram lindos, pensei em fotografias, ali, de imediato! mas eu só tinha caderno e lapis em mãos. perguntei 'n' coisas
e parabenizei. basta viver pra sentir e sorrir, eu quero mais.

24 agosto, 2009

mas me odeie de verdade, com tudo.
com voce fui até o fim, mesmo.
tentei de tudo, fui mto, pouco,
eu, personagem, desencanei,
chorei, senti, senti, senti... tudo intensamente,
como se me arrancasse o couro. e assim foi,
só com voce. as mil tentativas, a incoerencia
da dor, a esperança no obscuro,
me despi, de carne e osso, me mostrei.
chorei, pedi ajuda, tava nua, exposta, crua.. pra voce.

agora sigo o caminho inverso,
me colocarei em carne e osso, crua,
nua, chorando.. mas só pra mim.
vou me refazer, construir outros muros,
levantar e caminhar, ter historias
pra contar e sorrisos pra estampar.
vc ficou nao só com um pedaço, mas com uma inteira
de mim, é trabalho seu mostrar como ela é.

dias chuvosos, cinzas, pastéis e gelados não são sutis.
sentimento que explode e contagia, prazer em viver,
outros que te derrubam em espinhos.
não sei o que pensar, sequer que atitude tomar. sei que
sinto e isso me basta. to viva.
meu nego, fale o que quiser nessa noite, só chove msmo!
chove aqui e aí, chove mto. só que realmente temos
chuvas diferentes, o que, de fato, muda tudo.
vou deixar meu corpo chorar a tua ausencia
num banho quente e perfumado. e vai chorar. vou deixar minhas palavras chorarem
quando ecoarem. a ausencia será dolorida, vou querer gritar e te ligar, mas meu superego
irá me segurar, assim, vou chorar... por dias, meu corpo, minha voz, palavras, sonhos,
brincadeiras, minhas mãos, meu pescoço, minha lingua, por dias sangrarão a tua ausencia,
corpo que descola, arranca a pele. eu amo, o suficiente pra saber que nao somos uma boa uniao,
nos machucamos sempre e de maneiras diferentes, cada vez melhores e complexas e, ah, eu amo
tanto que te prefiro sorrindo enquanto ve o mar. msmo.
te amei pra mim por mto tempo, te amo agora pro mundo. juntos, apagamos, nos ferimos, vivemos
de intensidade suja e doentia.
te amo que vou aguentar teu ódio por mim, pq além de tudo eu sei que vc precisa dele pra
me manter longe. vou te amar sempre, por ser vc, por conhecer cada movimento teu, te amo sorrindo,
te amo brincando, vou amar sempre, inclusive quando vc me mandar um email grosseiro. vou lembrar
de todos os momentos que conversamos sobre aqueles assuntos que vc cita.
me odeie msmo, tbm é melhor pro meu amor por vc.

23 agosto, 2009

pé de cachimbo!


sempre gostei de domingo. é o dia que tem pessoas
na casa da minha vó, o único dia que sentamos
pra tomar um café e conversarmos sobre tudo antes e depois
do almoço. geralmente, no domingo eu decido arrumar
minhas coisas: guarda roupas, gavetas, papeladas, prateleiras,
cabelo, alimentação, faço planos, listas, promessas e muitas
outras coisas que resolvo encanar. sempre é no domingo,
adoro domingo de verão: acordar cedo, colocar biquini,papear
na beira da piscina, tomar agua de coco. domingo de inverno
então, é mto bom. dorme até mto mais tarde e bem quentinho,
comer muito chocolate assistindo um filme gostoso enquando
a chuva molha a tarde cinza!

- post intrrompido por uma ligação estressante. :/

22 agosto, 2009

1, 2, 3, 4 ... ovelhas.

nao sei o que me rouba o sono,
uso tantas substancias na tentativa
de dormir que entro num estado de " leseira"
total. tenho a impressao de que preciso
ficar sã e descobrir o assunto ladrão
dos bons sonhos!

bbrrrr!

nao sou do tipo de pessoa que exemplifica a merda
do proximo pra me sentir melhor, porém, algumas
são irresistíveis!
até que ter doenças bizarras e nao saber o que quero
serguir profissionalmente nao é tá tão ruim assim!

sábado incerto, sol, vento gelado, umidade do ar baixa,
muita gente interpretando urso, inclusive eu! pelo
menos aqui faz 26°. tem dia que acordo agradecendo
a loucura do kaloglian e da minha mãe. fiquei quase
3 horas ouvindo uma historia de arrepiar o corpo e
agora relaxo com um lounge e os gemidos do meu gato
que dá um trato na pantufa do scooby. e o meu sábado
nem é o pior! hahaha

eu sempre quero o que nao me cabe, o que me navalha, o que me faz sangrar. eu gosto de me sentir viva. nao me carregue em direção ao morno, sigo labirintos, estradas lineares nunca me seduziram.
nao sei se entristeço ou se vejo a situação como um prato cheio pra analisar.
se lido cm a emoção ou se sigo caminhando e racionalizando tudo que tem
pela frente.
essa minha divisão explicita me deixa enlouquecida. nao sei se sou menina
carente ou se mulher independente. se mituram tanto que tá cada dia mais
dificil separá-las. queria que fosse saudavel ser assim, de extremos, de mto ou pouco,
de exclusão ou integração, de uma coisa ou outra. de sei lá.
mesmo com uma complexidade patologica, ofereço uma lista imensa
dos atalhos que desviam do muro alto de concreto puro, só demoraram demais
pra perceber.

21 agosto, 2009

sabe aquela 'leve' impressao de que as pessoas te acham com cara de idiota?
então, é frequente por aqui.

nao sei se é o astigmatismo ou falta de atenção,
mas tá dificil de enxergar. focar então, céus!
se fosse, de fato, simples assim, como uma consulta
no final da tarde no oftalmologista. haja análise e filosofia
roots: "risca a pedra do bic preto e coloca fogo logo".
e se for pra jogar, que seja intensamente e com jogadas
sábias, sedução de botequim nao me agrada.
alguem levou meu sorriso e esqueceu de devolver. sem problemas, eu refaço. de pouco
em pouco, pedaço por pedaço. aos muitos poucos, fica mais gostoso.
não sei de que maneira vou começar,
sei que preciso disso.

ontem (20 de agosto) completei 23 anos.
ha um tempo comcei a perceber a importancia
que o aniversario tinha pra mim. mto mais que
natal/ano novo/carnaval. parece que trabalho
um ano inteiro pra sair tudo bonitinho no
dia do meu aniversário. enfim, digo em relação
à mim msma. é o dia que eu quero estar cm o cabelo
de boa, mais magra. espero que faça sol, sempre, apesar
de agosto ser o mes mais incerto, segundo meu termometro!
o fato é que, de fato, esse ano nao rolou legal. mas estive sã,
o que já me deixou extremamente feliz.
repensei muita coisa, mtos fatos, mtos sentimentos, mtos
micro projetos, aqueles que servem pra massagear o ego
e vomitar anseios. sei lá, sei que quero mudar, mudar de cidade,
de ares, mudar a cor das paredes, mudar a porta, a fonte que o gato toma água.
mudar sentimentos, atitudes, pensamentos, pessoas. sei lá,
mas sei lá msmo. gosto dessa curiosa escuridão da mudança.
e dessa vez, a culpa nao me acompanhará, o que mais me agrada, de fato.

decidi, enfim, começar a mudança por aqui.
nao sei em qual conceito meus textos se encaixariam,
quero msmo desencaixar de vez, sem regra,
de mãos limpas, metaforizando ou não. meu negócio é
comunicação que, alias, muda mais que tudo.

13 agosto, 2009

problema é quando aquela menina fragil,
que chora as feridas abertas se transforma
na mulher que teima em esconder, que nao
tem medo de ser cruel, tem prazer na vingança
e sorri quando fere.
escolha qual delas vc quer.
levantou como se fosse comum. limpou as lágrimas, as sujeiras,
bateu a poeira, arrumou o cabelo e saiu andando. contando
suas inumeras historias, fantasiando a realidade, ironizando
as feridas e desejando cores. cheiros, cores, cores, intensidade.
e ama novamente, como aquela menina que acordava
com o sol nascendo, pra viver de luz.

recuperou palavras perdidas, retomou a sandalia de couro
e sambou em outras rodas. tinha ansia do novo.
nem tudo ele levou embora.

23 maio, 2009

foi o minimo que aprendeu pra
poder decifrar o silencio que a perturbava
frequentemente.
olhos de menino carente,
garganta de homem rancoroso.
o que guarda nas amigdalas?
faltaram-lhe palavras e ela sangra.
"- uma só palavra, por favor!"
e apenas as lágrimas que inundavam seus olhos.

aprendeu a decifrar. errado ou certo, tanto faz.

21 maio, 2009


sou sem título, sem rima, sem prosa,
sem simetria.
sou fruto do erro, do contexto,
do grito do aviso, do pedofilo.
sou a menina que chora, a adolescente que grita,
a mulher que foge.
sou 8 anos, 80.

sou sem foco, sem enquadramento,
sem cores, sou em branco e preto.
minha vida não tem trilha sonora,
não tem, nunca teve. porém, sou
a mancha em todos os sons, a gota de sangue
em todos os discos.

20 maio, 2009

era uma muralha de papel, já diziam.
vivia entrelaçada em brigas,
detestava que invadisse seu espaço,
seu mundo protegido a muito custo.
mas tinha fascinação por incomodo.
sempre olhara, apenas, para o que
fugia dos padrões. o estranho sempre lhe agradara demais.

seus móveis sempre foram colocados
tortos. arrumava assim. nao tinha linearidade
em absolutamente nada, nem no que queria, de fato.
procurava desarrumar tudo quando, por muito tempo,
tudo parecia estar como sempre quis.
sempre quis? o que? nunca quis nada, mas o mundo
era pouco.
foi contra maré muitas vezes. outras, acelerava pra alcançá-la.
seria bonito se enquadrar no retrato, mas sempre saiu
no canto, um tanto desfocada. não sabia onde ficava o centro,
nunca entendeu a matemática e sequer deu ouvidos ao que
seu avô dizia, apesar de querer ser aceita num tempo remoto.
gritava em silencio, dançava dormindo.

19 maio, 2009

mas na verdade, o problema maior é com o hoje.
ontem eu tava melhor, tava msmo.
minha pele tava mais clara,
eu tava mais magra, menos inxada.
não comi tanto pão,
saí de casa. assisti um bom filme,
um bom programa de televisão.
guardei o carro na garagem,
não reclamei de levar o ju embora,
mesmo com muito sono.
levantei e não me importei com o outono (mentira).
o ontem também foi mais colorido.

sofro msmo do mal do hoje.
é, não sei lidar com ele.
mas ontem eu sabia.
por incrivel que pareça, tenho mania do amanhã.
nem daqui uma semana, dois dias, um mês...
minha fissura é pelo amanhã.

prometo e, de fato, acredito no depois.
que amanhã, vou acordar mais cedo,
caminhar, tomar um bom café da manhã,
não voltar a domir, organizar meu quarto.
comer menos, menos carboidrato. '-céus, pq eu amo tanto carboidrato?'
pegar um dos livros que comprei e começar a ler,
ler o jornal. NÃO, o jornal não. me irrita! é consciente,
não quero e ponto. não agora, não amanhã, talvez depois.
vou ligar pro meu irmão,
ser mais passional e menos racional,
fazer cafuné ao invés de pedi-lo ao meu namorado,
me irritar menos no almoço por falarem SÓ de religião.
amanha? vou fumar menos.
vou acordar melhor. menos inxada. comer mais salada e menos
arroz. '-meu deus, eu amo arroz, PQ?'.
vou acordar de bem com o espelho. colocar calça jeans,
não ligar o ventilador pra conseguir dormir,
vou usar a placa pro bruxismo.
hm.
amanha vou acordar melhor.

eu só não sei ainda quando é esse amanhã.
sempre foi completamente visual.
enquadrava letras,
fotografava frases.
sempre em extremos opostos,
falava de desespero às cores.
que graça teria dizer ao concreto?
porém, o fazia para entrelaçar dois
mundos internos completamente distintos,
pra unir o doce da pureza que a menina
ainda possuia com a dureza da adulta
que sabia analisar perfeitamente o que te rodeava.

não separava as letras doloridas, das cores intensas.
era assim, de opostos. o paradoxo.
era a diversidade. era o movimento.


e se entrelaça, se enrosca.

eram, na verdade, três.
sim, três.
o primeiro com a agua da chuva que encharcara
todo o ambiente, trazendo desespero, nos pulmões.
o segundo, com a dor da podridão de um dente na boca,
gritava de dor.
o terceiro, magro, esquálido, padecia de fome.

gigantes, porém, frágeis.
pesados, porém, medrosos.
por trás de toda magnitude, escondiam sofrimentos e abandonos.
era hora de cuidar dos elefantes.

15 maio, 2009

essas promessas já estão empoeiradas,
mofadas, quase que sucatas.
vou pega-las e, quem sabe, cuidando
bem, não passam para o concreto.
já passou do momento.
tá quase tarde. quase.
gosto do quase.

minhas mãos envelheceram 10 anos
só de tentar alcançar o afeto.
engolir o choro tornou-se hábito.
quantas sessões mais?
mais quantas horas irão se passar?
não pode apenas esquecer?
jogar ali msmo, naquele porão, trancar
a porta, deixar o pó tomar, as aranhas
transformarem em moradia?
gosto do trabalho das aranhas.
mas não gosto mto delas.

05 maio, 2009

tracei tua boca na minha eternidade,
pintei teus olhos no meu infinito,
cruzei minhas mãos nas tuas em todos os dias futuros.

pra te conjulgar de todas as maneiras,
em todos os tempos verbais. enumerar
adjetivos diferentes dia apos dia,
pra poder ver desenhado no teu rosto
o que de mais belo ha nesse mundo.

03 maio, 2009

nao demora muito, a cena se repete, meu bem.

volta à cena em que caminhara sob concretos,
deixava de enxergar cores,
seus lápis aquareláveis sumiram,
suas massinhas de modelar roubadas,
seu travesseiro de mágoas, no lixo.
onde estariam as arvores? os pássaros nao cantam mais!
algo grita, quer navalha,
quer arrancar, grita, grita, nao quer mais.
grita uma bolacha com manteiga,
uma manha no sofá e tv de cabeça pra baixo.
nao quer as jaulas criadas por seus dentes,
seus sorrisos em forma de sangue, escorrendo.
a cena se repete, meu bem, não demora.
leve-a embora, carrega pra longe, conte-lhe
que ficará tudo em paz, segure suas mãos.
a sujeira se espalhou novamente,
ha manchas pela parede,
ha mágoas velhas encostadas nos móveis,
há poeira de vidas antigas, choros tardios,
gritos perdidos.
mais alguns anos de gritaria no silencio,
mais uma confusão pra trancafiar no porão.
foi uma, duas, tres, quatro, cinco, seis
e a cena se repete, não precisa chorar.

01 maio, 2009

fato é que não é fácil,
que os detalhes são maiores do que se pode ver
e que as dores profundas são dificeis demais de esquecer.

se a casa nao está limpa,
sujo minha vida,
se não ligo o ventilador durante a noite,
sinto que to sufocando.
meus dentes se juntam tanto durante as noites
que acordo com a impressão de que vão quebrar,
eles travam os sonhos mais reveladores do meu inconsciente,
criam jaula pra nao se soltarem e estilhaçar a criança que
ainda caminha olhando as arvores.

as palavras jogadas no canto dito meu, dizem além
do 'copia e cola', traduzem não só sentimentos, mas
historias complexas que construiram uma mente um
tanto insana.
as cores paralisadas pela lente nao dizem só o que de fato
parece à olho nu, é o grito da necessidade de aquarelar
dias cinzas que insistem em saltar aos olhos.
quantas foram as lágrimas derramadas enquanto, de letra em letra,
fazia-se um texto cheio de dor?
mas o que eu quero saber msmo é se seria capaz de manter uma
fortaleza em mente pra proteger o que existe de mais doce dentro de si
diante das circunstancias, se é capaz de fazer melhor, de se reerguer
msmo na ansia de dormir por meses, de colorir em forma de retratos
a vida, de sorrir enquanto algo insiste em te matar lentamente por dentro.
se dançaria tão bem conforme a música que me foi colocada,
se lutaria pra se desprender das navalhas e dos pesadelos diários.

o brilho a gente constroi, dia apos dia, sorriso apos sorriso,
olhar apos olhar, transparecendo, msmo que nas entrelinhas,
o que tem de mais belo em si. raciocinar com sentimento, sentir
com o pensamento, se transformar, se permitir, se questionar.
perdoar, guardar rancor, ter carinho sincero. ser verdade, ser humano,
ser carne, ser sangue vivo msmo que se sinta morto. não padecer
numa imensidão de concreto.
não procurando o que criticar, o que julgar, o que apontar, mas no fundo,
querendo imitar.

23 abril, 2009

deve ser esse o momento de colocar um ponto final,
de dizer 'chega' pra essa educação humilhante, essa necessidade
de aceitação e essa negação ao que se sente primitivamente.

17 abril, 2009

mal começou
e eu, já cansei!
é tudo tão talvez, reclusão, pouca luz,
nenhum ardor. risos tímidos, poucas
gargalhadas. rua muita vazia, pouca criança
na rua, muito domingo, muita escuridão.
tanta folha no chão,
pouco verde, muito marrom.
início de hibernação,
nenhuma perna de fora, poquissimas miniblusas, nada de chinelos,
muito de meia, tenis, sapato, bota. muito casaco tirado do armário,
nada de praia, de batuque de final de semana, de água gelada, muito chá.
muito cinza, marrom, preto. nada de roxo, azul claro, amarelo verão, laranja sol.
tá tudo tão outono que sei lá, não vai.
comprei aquarela pra brincar até o verão chegar.
não faço poesia, poema, crônica.
não tem nada de literário no
cimento que me envolve, na defesa
que criei e na fuga que inventei.

me falta arte nos poros.
me falta sanidade.
dói não conseguir exprimir o que me atormenta,
o que me desespera, o que navalha minha carne.
as palavras se confundiram, espalhadas no chão,
já não consigo escolhe-las, encontrá-las.
rapidamente passo meus olhos pelas paredes preenchidas
por anos e nada sai, nado encontro.
dificultaram a racionalização dos meus sentimentos,
já não consigo moldar de concreto o que sinto.

16 abril, 2009

ser nunca foi fácil.
deixar a ferida sangrar até que se resolva
parar sempre incomodou. deitar-se a noite
ao lado de tantas palavras confusas e emoções
intensas doeu muito mais que os tombos de bicicleta
quando menina.

escrevo sobre o desespero de ser, sentir.
registro o que me grita aos olhos.
não faço nada que me mandem,
não sei fazer nada sem sentimento. não sei disfarçar a intensidade
no olhar, não sei falar sem extremos. não sei passar e não deixar
rastros. falo do que pula dos poros, do que vem da carne, das visceras.
- oi, quis lhe escrever muitas vezes mas tudo foi rápido, você não imagina como.
quanto tempo se passou daquela manhã dolorida? não sei exatamente.
lembro da tarde em que você veio e parecia se despedir. vi algumas manchas
no seu rosto mas preferi não questionar.
ainda sinto falta da sua gargalhada, da sua sagacidade, do seu abraço. lembro
que meus braços quase se juntavam, vc era só osso. sempre foi. osso e beiço.
espero que não doa mais aquelas munições que perfuraram seu corpo.
sinto sua falta.
já não tenho mais contato com aquela turma imensa.
avistei o bruno na padaria, eu estava longe e nem mexi. o danilo é pai de uma
menina linda e o dirceu continua mancando por aí! sim, ele está exatamente o msmo,
falo de vez enquando. moisés quase nao vejo, sei que casou e também tem uma menina.
acredito que não mantenho contato com as meninas?
os rumos eram diferentes, chegou um momento que não falávamos a mesma língua.
kauê da janinha tem oito anos e olhos imensamente azuis. ele é igualzinho a mãe. vi fotos.
pasme, a angrinha tá grávida. janinha me contou que é uma menina. nos falamos pela
internet, vc ia gostar. todo mundo por ali se fala, mas quase ngm se vê. a aline continua
na igreja, vi em fotos que namora outro moço, não casou nem teve filho.
e eu, ah, eu... continuo baixinha, meu cabelo é o msmo (a cor), nunca mexi nele. agora tenho
tatuagens pelo corpo. pinto as unhas e uso um alargador. lembra que nem brinco eu usava?
morei em outra cidade um tempo, mas tive que voltar. quase fui internada em hospicio.
passei a tomar um monte de remédio e frequentar psiquiatra mensalmente. psicologo semanalmente. não sei o que ocorreu. minha mente resolveu pifar. larguei duas faculdades,
agora sofro com os pensamentos sobre o que ser quando crescer, mas já cresci, não na altura,
claro.
lembro de vc sempre. vejo seu pai pela rua, indo pra casa, creio eu. sempre no final da tarde.
não sei se o tempo ou se o sofrimento, mas o olhar dele me parece cada vez mais distante e frio.
o adidas hemp não vende mais, procurei um tempo, mas foi em vão. nunca mais voltamos
ao sítio e as ruas do bairro sempre estão muito vazias.
sinto falta de te encontrar subindo a rua de casa, cm o gingado malandro e cantarolando um rap.
aquela baladinha dominical não existe ha mto tempo e ninguém mais anda de bicicleta ou patins por aqui.
espero que não sinta mais dor, que suas mãos não estejam mais geladas e que seus lábios estejam secos. espero que a voz ainda saia e o sorriso ilumine o lugar que tiver,
sinto saudades.

15 abril, 2009

e gritam aos sentidos: não petrifica, deixa fluir, deixa sentir, deixa sangrar. pra que estancar? deixa jorrar. ferida aberta ventila melhor, casca forjada só piora.
e gritam, com força, vontade, desespero, insanidade.
mas nunca me dei bem com as dores, sei calá-las como ninguém. sei ignorá-las, passar concreto por cima. nunca deixei com que me tomasse, me deixasse padecer por quaisquer segundos. preferia que passassem a ser física, tratar assim era bem melhor. entorpecer de dor até drenar nunca foi do meu conhecimento.

14 abril, 2009

cada vez mais doloroso.
silencio que ensurdece,
palavra que ecoa,
grito que entala,
a cobrança que se instala,
a culpa que corrói.

- até que horas essa ferida vai sangrar?
tá difícil, né?
tá remoendo?
coçando?
é, dá pra ver nos seus olhos,
já não consegue disfarçar a ânsia
pelos detalhes, acompanham
como se ninguém notasse.
a luz forjada nao tem a mesma força.
os passos são os msmos,
a despreocupação de sempre,
com a diferença da intensidade no olhar,
que arrasta extremos sem ter a pretensão.

13 abril, 2009

a coisa complica,
as vozes ficam mais fortes,
os olhares refletem a cobrança do mundo,
a vontade se torna forçada,
tudo resolve ficar cinza,
a chuva que cai, rasga a carne,
o sol se esconde,
o verde se vai,
o marrom ganha força
e como se fosse aquarela,
o pincel vai passando e transformando o desenho
dos seus olhos. fica assim, tudo outono.

09 abril, 2009

[pensamento rápido impedia de pensar em regras
gramaticais.]
havia dias que precisava de musica alta,
musica brasileira, com palavras que entrassem
em sua mente e perambulassem, fazendo
com que eliminasse o que queria gritar.

havia dias que cortava lentamente cada
vão pedaço do corpo que lhe deram,
que sentia prazer em ver o sangue denso
escorrer do seu corpo,
que gritava cantando musicas que nao entendia
só pelo prazer de perder a voz.
que andava incansavelmente para que o cansaço
a prendesse numa cama.
que coçava os olhos até a vermelhidão e o ardor
se instalarem.
que pedia à terra que a engolisse.
desata esse nó que me aperta,
me corta, me arranca a carne.
desfaz esse laço, mal feito, sem jeito.

me tira desse descompasso maldito.
liberta esse punho preso de mágoas,
essa canela pingando tristeza.

desata esse nó.
esse aqui, esse nó.
preciso dos punhos livres
pra jorrar sangue nas veias
que alimentam meu toque.
ESSE NÓ, desata pra mim.


[gritava]

08 abril, 2009

nunca fora linear.
brincava com palavras, com imagens, com cores, com o mundo.
corria dentro de si,
buscava raiz que a segurasse num quadrado de concreto,
gritava pra surdos, sorria pra cegos.
tateava insensiveis. queria todos os sentidos,
misturados. queria traduzir os cheiros,
descrever as cores minuciosamente.
queria gritar, mas queria que ouvissem.
gritava pra aceitar o que era incontrolável,
gritava pra se ouvir,
gritava e gritava, e gritava pra ter certeza.

21 março, 2009

na horizontal, na vertical,
só concreto, pura poeira,´
apenas desgaste, sujeira, sujeira.

cidade de subsolo,
um submundo.
da janela sem horizonte,
do grito mudo,
da visão cinza.

14 março, 2009

um bando de palavras mal ditas, malditas,
pra digerir.
haja ajuda.
5 dias de grito ardido da dor,
era só a tradução.
na febre a gente delira coisas certas.

01 março, 2009

por essas mentiras ditas,
por essa imagem fingida,
por essa boca maldita,
por esses ouvidos mofados.

por essas palavras tardias,
por esses braços vazios,
por esse olhar tão opaco.

por tanto, por pouco, os berros amargos,
as palavras afiadas, o querer navalhado.
o grito do pouco, do nada, do quase, do raso.

24 fevereiro, 2009

se me fosse possível o mínimo de raciocínio,
o mínimo de razão,
o mínimo de palavras rimadas,
ousadas, que drenem o mínimo possível.
pq foi tudo mínimo, tudo pouco, tudo raso,
tudo opaco.
se não me faltasse voz.
queria gritar palavras navalhadas nesse ouvido
surdo que a vida lhe deu.
calou quais palavras? abre essa boca mofada
e diz o que vem à mente. esconde alguém
dentro de tanto concreto? desfaça
essa armadura, ninguém aqui tá armado.

o que me sobra é o ardor
da falta. pq te falta tanto
que, por fim, não é nada.
então diga que não quis,
que não quer,
que já foi, que não haverá mais.
mande-a guardar as mentiras,
mande-a sumir,
te esquecer, não te ver,
te evitar, não aparecer.

mas depois remoa-se de vontade
pra saber em que passos vai,
qual samba te faz requebrar,
quais palavras resolve usar,
se ainda adormece cedo,
quais cores resolveu registrar,
se lida bem com a solidão.

23 fevereiro, 2009

não vou dizer que é simples,
que não dói,
que não me perdoo por pensar,
que vai passar rápido,
que vou aceitar,
que, paulatinamente, eu não me destruo.
também não direi que não foi um erro,
que não me arrependo.
vivi pra me arrpender, pra me martirizar.
e me vejo em dois extremos, mais uma vez, dei o que reservei por muito tempo e, involuntariamente, as lágrimas escorrem tentando drenar a dor que se esconde

20 fevereiro, 2009

de fato, vai demorar um tempo pra digerir,
sinto as palavras asperas arranharem minha garganta
e o pouco que existiu, provocar náuseas.

02 fevereiro, 2009

e vejo nas minhas mãos o pouco que sobrou escorrer pelos vãos dos dedos,
o pouco que tinha pra oferecer,
o muito que senti,
o nada que obtive,
o mundo que conheci.

eu e essa minha mania de raiz com asas,
de querer num querer mais suave,
de ter num ter mais leve,
de amar num amor mais calmo.
pretensão de achar que a intensidade
iria te arrastar, te invadir, confundir.
a ilusão da imunidade, da armadura,
da defesa e fui pega, de surpresa,
na intensidade de outrém, na maré brava
de qualquer. quem é vc? que me rouba as palavras,
o chão e o samba? o querer, as asas e as cores?
que é vc que traz a dor da angustia, da ansiedade
e do querer, tão bem querer?
que tem me tem como ninguém, na simplicidade
de um sorriso, na fantasia de uma história?

01 fevereiro, 2009

é a insonia que me maltrata,
o muito que não tenho,
o descaso que me queima.
é a insonia, é a insonia que me rouba
palavras vãs, vagas, nada.
quase nada em mãos,
falta tanto no olhar,
sobra em lábios meus.
vou dizer, vou gritar, gesticular.
vou assumir, me entregar, me deixar.
vou dizer, que é muito pra pouco.

30 janeiro, 2009

chove demais, logo aqui.
molha minha grama,
acaba com o meu chão,
despedaça minhas flores,
rasga a carne fina.
a carne fina, mesmo com tanta armadura,
a carne é fina, é fraca, é sensivel, é frágil.
mesmo com tanta armadura,
com cascas montadas,
personagens criados,
caras amarradas, frases pesadas,
ainda assim, a carne é fina. bem fina.

29 janeiro, 2009

queria poder organizar todos os pensamentos pra poder deixá-los em alguma formatação, em qualquer canto, num papel qualquer, num ouvido de qualquer um.
queria escrever até os dedos sangrarem pra sentir, enfim, na carne viva o ardor do peito que grita. e como grita. grita em silencio, num silencio cinza, com tons de marrom pelos cantos. um grito sem voz, sem vida, sem amor, sem ódio. um grito, apenas. talvez uma pitada de desespero. mas o sangue dos dedos me fariam melhor que o grito opaco contido no meu peito apertado.
e fugiram todas, escorreram pelos vãos dos dedos, ao soltar a fumaça do cigarro, ao piscar rapidamente. elas foram e me deixaram assim, vazia, no nada.
é um grito contido, uma bala alojada,
um pedido estampado, um desejo enjaulado,
uma crise esquisita, um suspiro desesperado.
um grito, um grito. um pedido. um grito.
é tanto, é pouco, é mundo, é poço, é muito.
é tijolo, azulejo, cimento, cinza, pedra, poeira.
é vento, suspiro...
.. que tens?
é quase nada, tantas palavras, uma lágrima,
dois assopros.
uma mão estendida, dois corpos no chão.
um corpo? dois corpos? sangue, poças d'agua,
garoa rasgando a pele, algo foi dito. sequer dei ouvidos,
importava-me com suspiros. suspiros...
pq não me olhas como antigamente?
pq não sei aonde foram parar minhas lembranças, talvez tenha deixado cair naquela esquina que dobramos por ali, logo ali, aonde mora aquela mágoa.

28 janeiro, 2009

foi tanta coisa assim, em apenas um minuto.
tanto pra dizer, nada pra expressar, muito pra sonhar.
em que esquina amarraram minhas mãos,
em que quarteirão deixei meu sorriso?
foi tão rápido, não deu pra notar.
caiu do meu bolso tantas palavras, desconjuntadas, desamarradas, porém, palavras.
suspiro angustia, aspiro dúvida, transpareço equilíbrio.
algo que grita, implica, complica, se mexe, remexe, se perde, confunde...