06 setembro, 2016

Passaram-se 3 horas e eu não percebi,
Era tanta lágrima escorrendo dos meus olhos
Que mal consegui ver as horas.

Doeu. A manipulação doeu,
O descaso, doeu.
A indiferença, doeu.

Eu tenho nas mãos a mais verdadeira vontade de mudar tudo,
No peito, o amor gigante que nunca havia sentido,
Nos olhos, a tristeza dos murros que dei na ponta da faca,
Nos dedos, o sangue que escorria sem cessar.

09 agosto, 2016

eu nem sei como começar
mas a verdade é que no meu peito,
agora, tem um rombo.

um vazio que aperta tão forte
me sufoca,
vaza pelos olhos, por horas.

eu nem sei como dizer
mas eu sei que você nunca me amou,
a cama era vazia, mesmo você apagado ao lado
eu estava sempre sozinha,
me perguntando se eu amava por dois.

não posso,
não devo e, principalmente,
não mereço.

tenho a verdade nos olhos
e a lealdade na conduta,
você mente olhando nos olhos
e é traidor.
o nosso caráter é antagônico.


25 julho, 2016

o teu silencio rasga a minha carne,
me deixa desolada e paralisada.
o teu silencio ecoa a todo instante.

me ensina a ignorar 2 anos e muitas historias,
me ensina a jogar areia em cima de tanto sentimento e expectativa

23 julho, 2016

cade a diferença?
e a indiferença?
ah, se tu soubesse o tanto de sentimento que tenho aqui.

que me dói lembrar o cheiro das noites que dividi os lençóis contigo,
que me explode o peito lembrar das manhãs em que nos roçamos,
e nos amamos, e sorrimos, sem dizer nada, so grunhidos.
e depois um café, bem cheiroso

ah, se tu soubesse o tanto de amor que tenho por esse sorriso,
por esse tom de voz,
por essa calmaria de fachada.
o tanto que o encaixe do meu corpo no teu é certeiro,
o quanto o calor do teu corpo me acalma.

ah, preto, se tu soubesse o quanto eu te quero,
eu quanto eu desejei,
o tantão que sangro por você.

e se tu soubesse o quanto de amor cabe em mim
que transbordo por aí, a ponto de encher rios de tristeza

20 julho, 2016

eu rezo, todos os dias, bem baixinho
pra que tudo isso passe logo
pra que meu peito esvazie essa angústia,
pra que a paz de um sorriso permaneça.

eu rezo,
e qm diria,
pra agradecer nunca ter feito mal
de fato pra alguém,
por ter discernimento pra compreender,
e empatia pra entender

eu rezo, cm lágrimas nos olhos,
pra que voltemos ao início,
pra que possamos entender e amar,
sem medo, sem muros,
de peito aberto e coração tranquilo.

eu rezo,
pra que cesse meu sofrimento,
pra que se contenham as lágrimas
porque a única coisa que quero, é poder sorrir em paz
voce é tempestade de areia,
eu sou a terra molhada pela chuva.
voce é aridez,
eu sou a raiz que teima em viver.
voce é terra infertil,
eu sou semente, agua e sol.

voce mata,
eu ressuscito.

voce joga areia,
eu sou o broto da resistencia.
voce é terra trincada, trancada,
eu sou a flor que desabrocha

17 julho, 2016

pra você tanto faz
se existe saudade,
se existe motivos.

tanto faz,
se são outros corpos,
outros cheiros,
tanto faz ter suado no meu lençol,
acha graça tanto questionamento,
e tanto faz se dói.

se dói ou não,
se as lágrimas ainda escorrem,
se consegue dormir e sonhar,
tanto faz,
teu sono nada atrapalha,
nem mesmo as mentiras contadas.

tanto faz.

12 julho, 2016

com voce eu aprendi que é possível mentir
olhando nos olhos de quem se diz amar.

que é possível curar ferida com outros corpos,
sentindo outra pele, olhando em outros olhos.

talvez eu nao seja capaz de esquecer.
tateei sozinha historias mal contadas,
meu corpo endureceu,
minhas lagrimas caíram tanto
que fez rio doce. gritei.
chorei gritando e chorei calada,
chorei na multidão,
chorei no banheiro do casamento.
e voce sentiu outros corpos,
outros cheiros, outros sabores.

e eu enlouqueci.


08 julho, 2016

tem caco por todo canto,
ja nem sei se vou conseguir juntar todos.

me transformei num mosaico,
inacabado.

o frio intenso vem e vai,
nao importa a temperatura la fora,
me congela e paralisa.

talvez esteja tudo morto aqui dentro.

02 julho, 2016

o interesse genuino nunca existiu,
viveu na sombra, sem tocarem a alma.

era caso pouco e bem pouco caso,
deu de ombros,
nao se interessou,
olhou e nao viu,
tocou e nao sentiu.
23:54, é a hora que me pergunto o porquê de tudo isso.
os pés nao cessam,
os olhos paralisam em frente à parede branca,
que horas são?

essa é a 4a tentativa de desligar meu cérebro e dormir,
ja sao mais de 30 dias de sono completamente irregular e estressante,
nao dorme,
quando dorme, 2 horas. levanta, come, fuma. mais 2 horas, amanheceu
dorme e tem pesadelo.

virou tudo uma bagunça,
nao encontrei todos os pedaços ainda.
vinho, maconha, tarja preta, carboidrato - o sono vem!
nao veio.
no relógio, 00:00, dando inicio a mais uma madrugada gelada.
fez 26°, mas eu tremia de frio. um casaco, um chá. não esquenta,
tem alguma coisa errada. não tem febre. mas tem frio

ja nao tem mais nada meu aí,
mas também nem sei se teve algum dia.

18 junho, 2016

custou a acreditar, mas ela foi.
pegou o que lhe cabia, juntou os cacos e foi.
quem diria?

voce nao acreditou, ela chorou.
sangrou meses aquele amor que transbordava
e você deixava no chão.
gritou silencio extenso,
mas voce nao ouviu.

nao viu,
as lagrimas que caíam,
a solidao que lhe tomava,
os porquês sem respostas,
a carne ignorada,
a falta de afago,
voce nao olhou.

22 maio, 2016

e nao ha como negar,
a gente se descobre na solidao a dois.

graças a voce, descobri que odeio ficar no escuro,
descobri, também, que odeio janelas fechadas.
eu gosto da luz iluminando as verdades,
do ar que passa e leva as palavras que não devem ficar.

graças a voce, descobri que, mesmo amando muito, algumas coisas são incompatíveis.
descobri que eu realmente odeio fazer as refeicoes sozinha,
e que gostaria de me sentir amada, lembrada, ser presença.

descobri que é possível dormir na mesma cama com uma pessoa que se porta como estranho.
que é possível cuidar sem ser cuidada.
que é possível se relacionar sem ser intimo,
mas que todas essas coisas me ferem.

descobri que é possível sentar e assistir o fim.

09 maio, 2016

talvez você não tenha percebido,
mas já desisti de nós.
talvez você não tenha percebido,
mas já não abro a janela pra deixar o sol entrar.
talvez você não tenha percebido,
mas eu já não limpo mais sua sujeira.
talvez você não tenha percebido,
mas morremos naquele dia em que eu chorei e você achou que era drama.
talvez você não tenha percebido,
mas a minha depressão piorou.
talvez você não tenha percebido,
mas choro escondido no banheiro.

talvez você não tenha percebido nada.
você me olha, mas não me enxerga.

27 janeiro, 2016

a carne viva, feito ferida ja não seduz mais.

ela nao mereceu nada.
nem ouro, nem Paris.
sequer declarações.

ela era de verdade.
tao verdade que se contentou com pouco.
era quase nada.