06 maio, 2012

ofereceu sua bagunça num prato de almoço,
facilitou caminhos e sorriu enquanto tudo caía.
segurou a bomba e explodiu as mãos.
pintou os lábios do sangue que escorreu das palavras que você gritou...

o querer doeu,
desfez uma fortaleza construída de papel,
a indiferença derramou dos olhos de vidro,
a chuva que prometia março.
desconfigurou todos os sonhos da menina que guardou com tanto cuidado.