18 abril, 2010

sofrimento compartilhado parece mais leve.
olhar pra trás me causa arrepio. gritei diversas vezes
mudança dps de tudo e cá estou, cm o corpo trêmulo.
eu diria ser um vício, dos piores (se é que existe essa diferença),
dos que impedem de sair do lugar.
daqueles que corpo grita a abstinencia,
que os sentimentos confundem e que a razão se perde.
hoje eu vejo o tanto que sonhei, o outro que estraguei,
só nao sei quanto vou me arrepender.
e eu sonhei tanto, tanto.

08 abril, 2010

nesse tempo, tao denso, vimos de tudo.
fizemos questão de atentar para os detalhes bem pequenos,
os defeitos pra apontar o dedo, as faltas para cobrar.
conhecemos imensamente a falha, os medos, as feridas,
fizemos de tudo um campo de batalha.
armados, íamos pra cima, na ansia da competição voraz.
lutamos perfeitamente, tanto que só nao enxergamos
que estavamos nos perdendo e o que era uma simples
diferença, se tornou um abismo sem volta.

04 abril, 2010

tempo, passa rápido esses milésimos de sangramento.
vai logo pra parte que essa ferida cicatriza e que a dor fica, no mínimo, tolerável.
não aguento ver tantas juras despedaçadas, tanta palavra jogada,
tanto sentimento bagunçado.
corre pra parte em que as palavras se encaixam, formam frases e fazem sentido,
já não aguento mais tanta sujeira e confusão.

tentativa de virada. (parte... deixa pra lá)


enquanto o plural perambula pelo quarto,
se perguntando pq daquela unidade estar ali, naquele canto,
a música se encaixa como trilha ruim de filme dramático.

a luz é fraca, falta personagem. enredo é complicado demais,
mto detalhe, pouca razão, mta intensidade. a dois, perfeição,
momento errado, pouca compreensão.
o filme acaba, sem música, sem close, sem ação. corta!