veio correndo, passos largos (aqueles que são tão curtos);
veio com pressa, ofegante;
tinha palavras escritas na ponta da língua,
algumas a mais no céu da boca,
mais um tanto na garganta.
queria te dizer, talvez gritar e sorrir, te explicar,
te mostrar e abraçar, tava claro, era concreto,
era real, era palpável, tava explícito;
era a verdade, alguém te leu naquele olhar,
identificou tuas digitais naquela pele,
te cheirou naquele sorriso. era verdade. era real,
tinha certeza. os contextos mais bonitos, as frases
mais encaixadas, os afagos mais coloridos,
os sorrisos mais largos..
queria gritar e sorrir palavras clichês que ecoariam
verdades em pela tua, sorrir caminhos teus.
quis te dizer, colar pele na tua, encaixar boca na boca...
.... mas chegou ofegante, quase n tinha mais voz,
gritou 9 vezes teu nome e o vento passou, a agonia apertou,
o silencio reinou.
uma gota pingou no chão verde, quis tanto dizer e disse sozinha,
teus olhos distanciaram e então esqueceu.
19 dezembro, 2008
10 dezembro, 2008
quando aperta lá, corro pra cá.
refúgio. corro com as palavras, deixo tudo jogado, elas moram no chão. não quero reuni-las, as quero assim: desconsertadas, confusas, espalhadas, sem nexo ou contexto.
me envolva nesse som torto e errante, confuso e delirante. dilate as minhas pupilas, faça-me coçar o couro cabeludo até sangrar, gargalhar até inflamar as amigdalas.
eu vou deixar sangrar meu doce amargo.
refúgio. corro com as palavras, deixo tudo jogado, elas moram no chão. não quero reuni-las, as quero assim: desconsertadas, confusas, espalhadas, sem nexo ou contexto.
me envolva nesse som torto e errante, confuso e delirante. dilate as minhas pupilas, faça-me coçar o couro cabeludo até sangrar, gargalhar até inflamar as amigdalas.
eu vou deixar sangrar meu doce amargo.
09 dezembro, 2008
acendera um cigarro, fósforos 'cavalo'.
a chuva viria, de fato, aos galopes.
parou, olhou, não soube dizer. traduzir assim, sentimentos tão intensos, sensações tão leves, cenas tão coloridas, vozes tão amigáveis. seriam tão vagas as palavras, mal caberiam no contexto.
queria engolir as cores, trazer pra alma as luzes, queria sorrir e agradecer, assim, nunca ninguém lhe fizera tão bem gratuitamente.
e teus braços tão pequenos, não conseguiria abraçar tanta imensidão. mas queria mesmo era descrever tudo aquilo, achar palavras, encaixá-las em frases perfeitas que pudessem repassar todos os movimentos, as cores, as magias, as delícias.. era tudo tão natural, tão verde, tão roxo, tão vermelho. era tudo vida, tanta vida, tanta. eram sorrisos, superações, dedicações, movimentos, alegrias. estava ali, mesmo, existia, a vida, a magia, o encanto. queria se envolver, olhar tudo, perguntar de tudo, sentir tudo. queria sorrir pra tudo, agradecer ao mundo, às cores, à vida.
pq não gostava de nada pela metade. um pedaço? então desdenhava.
queria o todo, o tudo, por completo, por inteiro. todos os angulos, todas as luzes, as escolhas, as palavras, as sensações, os sentimentos. o ódio e o amor. os extremos e o equilibrio.
não lhe ofereçam lascas, pedaços, migalhas, qualquer. a sede é maior, quer tudo, aos goles largos, as doçuras e até o amargo.
a chuva viria, de fato, aos galopes.
parou, olhou, não soube dizer. traduzir assim, sentimentos tão intensos, sensações tão leves, cenas tão coloridas, vozes tão amigáveis. seriam tão vagas as palavras, mal caberiam no contexto.
queria engolir as cores, trazer pra alma as luzes, queria sorrir e agradecer, assim, nunca ninguém lhe fizera tão bem gratuitamente.
e teus braços tão pequenos, não conseguiria abraçar tanta imensidão. mas queria mesmo era descrever tudo aquilo, achar palavras, encaixá-las em frases perfeitas que pudessem repassar todos os movimentos, as cores, as magias, as delícias.. era tudo tão natural, tão verde, tão roxo, tão vermelho. era tudo vida, tanta vida, tanta. eram sorrisos, superações, dedicações, movimentos, alegrias. estava ali, mesmo, existia, a vida, a magia, o encanto. queria se envolver, olhar tudo, perguntar de tudo, sentir tudo. queria sorrir pra tudo, agradecer ao mundo, às cores, à vida.
pq não gostava de nada pela metade. um pedaço? então desdenhava.
queria o todo, o tudo, por completo, por inteiro. todos os angulos, todas as luzes, as escolhas, as palavras, as sensações, os sentimentos. o ódio e o amor. os extremos e o equilibrio.
não lhe ofereçam lascas, pedaços, migalhas, qualquer. a sede é maior, quer tudo, aos goles largos, as doçuras e até o amargo.
26 setembro, 2008
são cenas de uma história histérica, de hipocrisia, de atuações brilhantes.
são fragmentos de uma personalidade que anseia por atenção, que grita por uma luz, que cria situações para obter algum tipo de importância.
são diálogos de uma relação falsa, de mentiras proferidas, encenações quase que inquestionáveis.
de fato, a atuação chega a comover.
são fragmentos de uma personalidade que anseia por atenção, que grita por uma luz, que cria situações para obter algum tipo de importância.
são diálogos de uma relação falsa, de mentiras proferidas, encenações quase que inquestionáveis.
de fato, a atuação chega a comover.
03 setembro, 2008
vou me guiar, então, pelos seus passos tortos e errantes.
me deixar levar pelas palavras mal pronunciadas, pelos ouvidos
atentos, pelo sentimento que pulsa da pele.
me deixar levar pelas palavras mal pronunciadas, pelos ouvidos
atentos, pelo sentimento que pulsa da pele.
02 julho, 2008
aquele jeans já não veste como antes, tá surrado, largo, sujo...
nem sequer aquela blusa visto mais, velha demais, sem costura.
já não levo a sandália de couro pra sambar, parece destoar do contexto.
passei adiante, quem sabe alguém queira reciclar, customizar. em mim, nem aquele cabelo mais.
nem sequer aquela blusa visto mais, velha demais, sem costura.
já não levo a sandália de couro pra sambar, parece destoar do contexto.
passei adiante, quem sabe alguém queira reciclar, customizar. em mim, nem aquele cabelo mais.
04 março, 2008
muito grito pra pouco motivo.
muita preocupação pra pouco status.
muito barulho pra pouca consequência.
meus olhos correm incessantemente por explicações vagas que sejam.
sinto os gritos ivadirem meus ouvidos, bagunçando meus pensamentos corriqueiros.
muita preocupação pra pouco status.
muito barulho pra pouca consequência.
meus olhos correm incessantemente por explicações vagas que sejam.
sinto os gritos ivadirem meus ouvidos, bagunçando meus pensamentos corriqueiros.
30 janeiro, 2008
21 janeiro, 2008
cortaremos seus desejos,
sangraremos seu globo ocular,
desejaremos o que não ha,
ouviremos suspiros,
sentiremos falta de algo que não vivemos.
sangraremos seu globo ocular,
desejaremos o que não ha,
ouviremos suspiros,
sentiremos falta de algo que não vivemos.
desejo o inalcansável,
apalpo o proibido.
corria o olhar pelo concreto, buscava o abstrato.
deteriorara seu corpo, mas seus olhos ainda brilhavam,
pedira socorro ao desconhecido.
faltavam-lhe palavras, angustias e medos.
ainda assim algo balançava o estomago, vomitara 4 vezes
pra encontrar e ainda assim o nada.
não satisfazia com o nada, procurava algo que a envolvesse,
a entorpecesse.
apalpo o proibido.
corria o olhar pelo concreto, buscava o abstrato.
deteriorara seu corpo, mas seus olhos ainda brilhavam,
pedira socorro ao desconhecido.
faltavam-lhe palavras, angustias e medos.
ainda assim algo balançava o estomago, vomitara 4 vezes
pra encontrar e ainda assim o nada.
não satisfazia com o nada, procurava algo que a envolvesse,
a entorpecesse.
15 janeiro, 2008
nem isso, mto menos aquilo etalvez esteja mto mais longede ser um meio termo.eu sou a intensidade,a metamorfose, a bipolaridade.
-sou três, dois extremos e um equílibrio. caminhei por caminhos sujos e desorganizados, por ambientes iluminados e cm cheiro de água sanitária, mas agora chego aonde deveria estar, abro a janela e deixo o sol entrar, só assim poderei ver aonde jogaram minhas coisas no chão e se for pesado, eu mesma carrego, pq a minha força é incalculável.
-sou três, dois extremos e um equílibrio. caminhei por caminhos sujos e desorganizados, por ambientes iluminados e cm cheiro de água sanitária, mas agora chego aonde deveria estar, abro a janela e deixo o sol entrar, só assim poderei ver aonde jogaram minhas coisas no chão e se for pesado, eu mesma carrego, pq a minha força é incalculável.
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