28 janeiro, 2011
ficou aos pedaços duas vezes, novamente e num só dia.
olhou 4 vezes pro chão, tentou pegar o que sobrou, mas resolveu deixar ali.
não sangrou. decidiu que deixaria escorrer o que deveria, mas não sangraria.
tentou gritar, estava sem voz. fez, então, um muro de papel, pra manter por
algumas horas um sorriso rápido no rosto.
rezou baixinho umas 7 vezes. 'tá faltando algo, tá faltando!!!', voltou dizendo pra casa.
grudou o que restou das unhas na parede cinza e suja... tava caindo de novo.
rezou novamente. não queria sentir o rosto cortado pelo concreto novamente.
as mãos sangravam, a voz não saía, ninguém ouvia, a pupila dilatava, o desespero
se instalava, o morno se anunciava. tava caindo.
18 janeiro, 2011
deixo assim, o lado esquerdo da cama vazio, pra preencher com os meus sonhos
enquanto vc não chega com o seu cheiro de boa noite, com o teu corpo se entrelaçando
no meu, completando o que é teu, de fato.
07 janeiro, 2011
e o muro caiu, os tijolos foram todos parar no chão, o cimento não aguentou,
era tudo mentira. gritou por meses a dor física que não entendia.
regrediu.
estava tudo no chão, bagunçado. já não era mais metáfora, era a carne que gritava
o que coisificou por anos e precisava ser sentido. o corpo pediu, a mente parou, tudo
desacelerou.
02 janeiro, 2011
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