10 julho, 2007

Um sono insuportável, dominante, fascinante e sedutor. Se deitar, dorme 12 horas seguidas, so acorda pra fumar meio cigarro e ainda sonolenta. Sentimento de inutilidade, algo assim, tipo um lixo. Nada faz, nada fala; mal se informa, mal gesticula; nada é.
Saudades de um tempo que não viveu, de sorrisos que não viu, de atitudes que não foi cúmplice. Vive de sonhos, de cheiros imaginários, de vozes feitas, de músicas velhas. Nada contemporânea. Do contemporâneo tirou o diagnótico, apenas.
Não chora, não ri. Apática, tipo parede, meio bege, meio branca, meio gelo; não se sabe ao certo que cor tens. Já não acha razão pra corar o rosto.
No olhar, pouco brilho. Muito pouco na verdade, quase opaco.

04 julho, 2007

Eram lindos nas fotografias. O contraste de cores atraía olhares.
Sorriam quase sempre, concordavam raramente.
Ela gostava do cheiro, ele, do tato.

03 julho, 2007

o rosto dócil escondia uma personalidade suicida e malvada.