30 julho, 2011

sou fragmentos. me jogo aos pedaços no mundo.
faço-me rasa aos que não entendem a complexidade real dos sentimentos,
me defendo dos que não sabem tatear a vida,
sou transparente com os que deixam os caminhos abertos, sem pretensões.

sou reflexo do achismo alheio,
escolho personagens de acordo com o clima.
sou inteira aos poucos que escolho

depois padeço nos questionamentos.
não sou nada sem os 'porquês'.

23 julho, 2011

a mágoa por sentir tanto amor.
nunca imaginei que me transformaria amarga por amar demais.

que desprestigio.
quanto vale o seu desgosto?
seu olhar cheio de lágrima numa multidão
alucinada de euforia?