12 junho, 2012

...ja aceitei o fato do nosso retrato
nao caber mais naquele quadro.
do nosso contraste fazer parte de quase uma década passada.

06 maio, 2012

ofereceu sua bagunça num prato de almoço,
facilitou caminhos e sorriu enquanto tudo caía.
segurou a bomba e explodiu as mãos.
pintou os lábios do sangue que escorreu das palavras que você gritou...

o querer doeu,
desfez uma fortaleza construída de papel,
a indiferença derramou dos olhos de vidro,
a chuva que prometia março.
desconfigurou todos os sonhos da menina que guardou com tanto cuidado.



09 março, 2012

em dois minutos, pouco mais, divagou futilidades,
se encaixou no raso.
o desinteresse era visível, a transparencia sempre foi fato.

metaforizou a vida pra fugir da intensidade que dominava a carne,
pulsava na veia e saltava os olhos. a pupila dilatava.
vestia a terceira pessoa e caminhava.
sorriu 4 vezes, gargalhou mais algumas, mas o sorriso no canto da boca descrevia a timidez e a consciencia de que ali, ninguem a conhecia, de verdade.
... ainda bem.

aos julgamentos alheios, passou os olhos e deu um trago no cigarro.
controlar a vontade de gritar anos de pré conceitos em formas de palavras, assim, que sao joagadas no chao, era dificil.
passou os olhos e tragou mais uma vez. fumava pra conter os lábios, que tremiam pra conter as palavras.
mesmo assim, era melhor que caçar as palavras no chao.
acreditava ela, mais uma uma, apenas.