nunca fora linear.
brincava com palavras, com imagens, com cores, com o mundo.
corria dentro de si,
buscava raiz que a segurasse num quadrado de concreto,
gritava pra surdos, sorria pra cegos.
tateava insensiveis. queria todos os sentidos,
misturados. queria traduzir os cheiros,
descrever as cores minuciosamente.
queria gritar, mas queria que ouvissem.
gritava pra aceitar o que era incontrolável,
gritava pra se ouvir,
gritava e gritava, e gritava pra ter certeza.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário