Ela não vale a pena não.
Não vale.
Se preocupa demais com o futuro, antecipadamente.
Sofre por ser tratada como lixo
Sofre por não reconhecida
Chora
Por vezes, acorda chorando
Sente demais. Tudo à flor da pele
Não vale a pena
Ela pensa demais
Ora,
Quem se atreve a pensar tanto?
No futuro? Nem chegou.
Pra que chorar?
Quem se atreve a sentir tristeza por ser tratada como nada?
Quem se atreve a sentir? Hoje em dia, 2015, pra que sentir?
Ela não vale a pena
Talvez sinta tanto que sente coisas que nem viu
Quem se atreve a ter sexto sentido hoje em dia?
Quem se atreve a não ser feliz entorpecidamente?
Quem se atreve a não fingir plenitude?
Quem se atreve a reclamar?
É oportunidade, é em outro país, tem que agradecer,
Tem que ser feliz mesmo sendo tratada como lixo.
Por isso ela não vale a pena.
É muita realidade.
16 novembro, 2015
02 novembro, 2015
talvez uma das coisas que mais desejo na vida é ser aquela mulher que descrevem em textos bonitos que rodam pela internet.
eu sou o erro.
o desconcerto.
a bagunca e a sujeira.
nao sou cheirosa,
meu cabelo cheira cigarro e minhas blusas não cheiram perfume francês.
nao durmo bonita,
contraio a mandibula e junto os dentes num impulso de morte. todas as noites.
fecho a cara e tenho sonhos tensos. também suo noites inteiras.
sou o erro.
desde sempre, ja no ventre.
nao falo bonito e manhoso,
sou chucra, falo palavrões e não to sempre sorrindo.
inteira bagunçada.
com mau humor, dor de cabeca e uma lista de doencas psicossomáticas. minha vida não foi colorida.
foi errada. continua o erro.
nao sou sortuda,
tenho que dar duro e provar que sei trabalhar.
nao sou bem sucedida financeiramente. mas quem é?
nao fico bonita brava,
nao tenho sorriso bonito,
nao dou bom dia pro sol,
nao sou meiga,
sou esse erro de quase 30 anos.
eu sou o erro.
o desconcerto.
a bagunca e a sujeira.
nao sou cheirosa,
meu cabelo cheira cigarro e minhas blusas não cheiram perfume francês.
nao durmo bonita,
contraio a mandibula e junto os dentes num impulso de morte. todas as noites.
fecho a cara e tenho sonhos tensos. também suo noites inteiras.
sou o erro.
desde sempre, ja no ventre.
nao falo bonito e manhoso,
sou chucra, falo palavrões e não to sempre sorrindo.
inteira bagunçada.
com mau humor, dor de cabeca e uma lista de doencas psicossomáticas. minha vida não foi colorida.
foi errada. continua o erro.
nao sou sortuda,
tenho que dar duro e provar que sei trabalhar.
nao sou bem sucedida financeiramente. mas quem é?
nao fico bonita brava,
nao tenho sorriso bonito,
nao dou bom dia pro sol,
nao sou meiga,
sou esse erro de quase 30 anos.
07 outubro, 2015
É paranoia
L O U C A
Mas você não é louca?
É o que?
É PARANOIA. Coisas da sua cabeça.
Você inventa coisas não?
L O U C A
P A R A N O I A
L O U C A
Mas você não é louca?
É o que?
É PARANOIA. Coisas da sua cabeça.
Você inventa coisas não?
L O U C A
P A R A N O I A
12 junho, 2012
...ja aceitei o fato do nosso retrato
nao caber mais naquele quadro.
do nosso contraste fazer parte de quase uma década passada.
nao caber mais naquele quadro.
do nosso contraste fazer parte de quase uma década passada.
06 maio, 2012
ofereceu sua bagunça num prato de almoço,
facilitou caminhos e sorriu enquanto tudo caía.
segurou a bomba e explodiu as mãos.
pintou os lábios do sangue que escorreu das palavras que você gritou...
o querer doeu,
desfez uma fortaleza construída de papel,
a indiferença derramou dos olhos de vidro,
a chuva que prometia março.
desconfigurou todos os sonhos da menina que guardou com tanto cuidado.
facilitou caminhos e sorriu enquanto tudo caía.
segurou a bomba e explodiu as mãos.
pintou os lábios do sangue que escorreu das palavras que você gritou...
o querer doeu,
desfez uma fortaleza construída de papel,
a indiferença derramou dos olhos de vidro,
a chuva que prometia março.
desconfigurou todos os sonhos da menina que guardou com tanto cuidado.
09 março, 2012
em dois minutos, pouco mais, divagou futilidades,
se encaixou no raso.
o desinteresse era visível, a transparencia sempre foi fato.
metaforizou a vida pra fugir da intensidade que dominava a carne,
pulsava na veia e saltava os olhos. a pupila dilatava.
vestia a terceira pessoa e caminhava.
sorriu 4 vezes, gargalhou mais algumas, mas o sorriso no canto da boca descrevia a timidez e a consciencia de que ali, ninguem a conhecia, de verdade.
... ainda bem.
aos julgamentos alheios, passou os olhos e deu um trago no cigarro.
controlar a vontade de gritar anos de pré conceitos em formas de palavras, assim, que sao joagadas no chao, era dificil.
passou os olhos e tragou mais uma vez. fumava pra conter os lábios, que tremiam pra conter as palavras.
mesmo assim, era melhor que caçar as palavras no chao.
acreditava ela, mais uma uma, apenas.
10 outubro, 2011
preenchi meu quarto inteiro com tua voz
e todos os acordes possíveis,
me deixei sangrar aos olhos crus de quaisquer,
pra poder mostrar a carne viva que sou.
to viva,
sou isso,
carne que pulsa,
sangue que ferve,
pupila dilatada,
me coloco aos pedaços, por dia,
aos poucos, pra testar teus limites.
cheguei pra estremecer teu alicerce,
só falta tua carne encostar na minha.
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