24 março, 2011

de tão insuportavel a saudade, chegará o momento em que será rotina.
se passar disso, o muro se completa e nada mais entra. assim espero.

de pouco em pouco, resgato o que ficou pelo chão.
já nem sei quantas dúvidas carreguei.
guardo tudo pro que foi e se foi. muito do pouco.
de tanto que derramei, desprendi e escorreu.
já nem sei quantas palavras cabem por aqui.
tudo se embaralha, o rímel escorre...

assim, calada, de longe, fica melhor.
de perto, no meio do furacão, é insustentável.
sou pra mim.
me olha de longe e finge não entender.
pega o que te cabe, alimente teu ego e sorria,
conseguiu.

23 março, 2011

procura minhas entrelinhas pra que? pq?
o que faz com elas?
tenta desvendar algo que ficou pra trás? tenta descobrir
algo do agora? saciar a curiosidade que te corrói a mente
e não te sossega a alma?
até quando vai me procurar assim, às escondidas,
na moita. até onde isso é prazer, até onde isso é tortura?
se me quer, me tenha.
se não quer, desapega.

22 março, 2011

(à péssima mania inconsciente de escolher o lado direito da cama, minhas sinceras exclamações. como pude perceber isso só agora? tomei conta da cama inteira, talvez começasse a fazer sentido, talvez calaria os gritos contidos, as palavras atravessadas, a vontade não saciada.)

rascunho salvo. escrevi e não postei.
é o moínho.

19 março, 2011

quantas vezes ao dia eu apareço corroendo o teu cérebro?
vai esperar o tempo passar,
fingir não entender o que digo nas entrelinhas,
se esconder e se calar.
o tempo vai correr.
muitas vozes,
tanto rosto
pra eu procurar justo o que não estava.

17 março, 2011

só fica quem tem muita força,
só fica quem tem muita coragem,
só fica quem quer muito,
quem aguenta, quem pode.
narciso não entra, não suporta,
esse mundo não é feito de espelho.