perdia tudo que ganhava, assim, nos vãos dos dedos lhe escapava. não sabia se por deixar muito livre ou se pelo fato de ser áspera e dependente emocional, mesmo não demonstrando este à público. muitos pensamentos lhe confundiam a cabeça. os sonhos vinham pra mostrar sentimentos enrustidos, os quais conscientemente não conseguira traze-los. em alguns dias, dormia a acordava chorando, se apegando aos mais simples desejos, tão simples que não conseguia agarra-los, nem mesmo quando corria. a vulnerabilidade lhe trouxera lágrimas nos olhos e dentes fracos, muito fracos, e um ódio que mal conseguia controlar por tal sentimento.
era transparente, dificilmente havia alguém que não conseguisse enxergar em seus olhos opacos algumas de suas tristezas. nos vãos das palavras, nas entrelinhas mesmo, ia discorrendo seus sentimentos, porém, raramente os citava cm clareza, já que sobre seus sentimentos, prefiria esconder.
parecia simples, bem simples, porém, se chegasse muito perto, veria a complexidade que envolvia no seu ser.
23 agosto, 2007
14 agosto, 2007
gosava por ser a contradição.
sua imagem de frágil e oprimida detinha os olhares de poucos, porém, sua personalidade gritante e incendiária repeliam muitos pelo olhar.
por pouco seu sobrenome não fora 'provocação'. havia uma linha tênue entre a ironia e a clareza, a doçura e a acidez.
sua imagem de frágil e oprimida detinha os olhares de poucos, porém, sua personalidade gritante e incendiária repeliam muitos pelo olhar.
por pouco seu sobrenome não fora 'provocação'. havia uma linha tênue entre a ironia e a clareza, a doçura e a acidez.
10 julho, 2007
Um sono insuportável, dominante, fascinante e sedutor. Se deitar, dorme 12 horas seguidas, so acorda pra fumar meio cigarro e ainda sonolenta. Sentimento de inutilidade, algo assim, tipo um lixo. Nada faz, nada fala; mal se informa, mal gesticula; nada é.
Saudades de um tempo que não viveu, de sorrisos que não viu, de atitudes que não foi cúmplice. Vive de sonhos, de cheiros imaginários, de vozes feitas, de músicas velhas. Nada contemporânea. Do contemporâneo tirou o diagnótico, apenas.
Não chora, não ri. Apática, tipo parede, meio bege, meio branca, meio gelo; não se sabe ao certo que cor tens. Já não acha razão pra corar o rosto.
No olhar, pouco brilho. Muito pouco na verdade, quase opaco.
Saudades de um tempo que não viveu, de sorrisos que não viu, de atitudes que não foi cúmplice. Vive de sonhos, de cheiros imaginários, de vozes feitas, de músicas velhas. Nada contemporânea. Do contemporâneo tirou o diagnótico, apenas.
Não chora, não ri. Apática, tipo parede, meio bege, meio branca, meio gelo; não se sabe ao certo que cor tens. Já não acha razão pra corar o rosto.
No olhar, pouco brilho. Muito pouco na verdade, quase opaco.
04 julho, 2007
Eram lindos nas fotografias. O contraste de cores atraía olhares.
Sorriam quase sempre, concordavam raramente.
Ela gostava do cheiro, ele, do tato.
Sorriam quase sempre, concordavam raramente.
Ela gostava do cheiro, ele, do tato.
03 julho, 2007
27 junho, 2007
Ela não valia a pena, não, não valia. E tinha consciência disto. Seus defeitos eram os mais insuportáveis possíveis. Era extremamente crítica do que havia ao seu redor e de si mesma, cobrava de si uma perfeição que lhe forneceu um tanto de insanidade. Queimava de ódio apenas cm os olhos e quando sua boca não podia mais segurar a língua, distribuia navalhadas. Seu cérebro produzira drogas gratuitamente, era uma bomba-relógio, ngm sabia ao certo quando explodiria, quando sorriria e quando choraria. Pisava-se em ovos rotineiramente pra se viver cm ela. Era grossa quando mto tempo passava sozinha, também quando não tinha atenção. A carência, ao invés de lhe dar um ar frágil, lhe pedrejou a alma; não pedia carinho, fingia não precisar. Falava alto, gesticulava muito, soltava diversos palavrões, era dotada da espontaneidade e sinceridade, uma união quase sempre perigosa, união que lhe trouxe inimizades e rancores.
Da mesma forma que seu humor era intenso e variava de extremo à extremo, o sentimento não era diferente. Era capaz de amar e odiar numa fração de segundos.
Ironizava a si mesma, fazia de si um personagem ridículo de uma vida medíocre. Fumava cerca de 2 maços de cigarros por dia, aos tragos desesperados, parecia ter sede de nicotina e alcatrão. Não bebia, logo, cansava-se rápido demais quando saía de casa, o que incomodava os que a acompanhava.
Rangia tanto os dentes durante a noite que era insuportável uma noite ao seu lado. Falava alto, tanto que quando brigava, era difícil diferenciar. E brigava, e brigava, Gostava de discussão quando não estava frágil, coisa que apenas ela conseguia identificar, logo, evitava situações que a fizesse vulnerável. Não gostava de parecer frágil. Na verdade, detestava.
Gargalhava raramente. Não gostava de piadas. Se cansava fácil de pessoas prepotentes. Não gostava de elogios. Era autoritária. Era sozinha.
Não valia a pena, não. Era cansativa.
Da mesma forma que seu humor era intenso e variava de extremo à extremo, o sentimento não era diferente. Era capaz de amar e odiar numa fração de segundos.
Ironizava a si mesma, fazia de si um personagem ridículo de uma vida medíocre. Fumava cerca de 2 maços de cigarros por dia, aos tragos desesperados, parecia ter sede de nicotina e alcatrão. Não bebia, logo, cansava-se rápido demais quando saía de casa, o que incomodava os que a acompanhava.
Rangia tanto os dentes durante a noite que era insuportável uma noite ao seu lado. Falava alto, tanto que quando brigava, era difícil diferenciar. E brigava, e brigava, Gostava de discussão quando não estava frágil, coisa que apenas ela conseguia identificar, logo, evitava situações que a fizesse vulnerável. Não gostava de parecer frágil. Na verdade, detestava.
Gargalhava raramente. Não gostava de piadas. Se cansava fácil de pessoas prepotentes. Não gostava de elogios. Era autoritária. Era sozinha.
Não valia a pena, não. Era cansativa.
25 junho, 2007
ah, o café.
E como todos os vícios, começou com a degustação, sente-se o prazer e pela delícia, repete-se as doses cada vez em maiores quantidades. Os efeitos colaterais da falta do uso diário caem como bombas e o caminho já não tem mais volta.
E tudo começou ha menos de 16 anos. No colo da avó, um golinho aqui, outro acolá - "bem docinho, vó". Já sofria de enxaqueca e até tratamento havia feito, logo, os goles do líquido preto amenizavam as dores insuportáveis que tinha.
A dependencia aumentou e com a maturidade e descoberta do gosto excentrico, descobriu com a mãe a maravilha que era sentir o gosto puro, amargo e tenro. - Puro, sem açucar, por favor. O adoçante não precisa, querida, obrigada.
Porém, beirando os 21, passado anos de dependencia e já nenhum efeito fazia, apenas satisfazia e não sofria a abstinência, conheceu o colapso por causa de ingerir em enormes quantidades o que te dava prazer: a overdose.
Acordou e pela pressa que tinha, esqueceu-se de se alimentar pela manhã, hábito intrinseco em sua mãe que acabou repassando à ela. Às 11 já sentia os sinais da abstinencia, sua cabeça começara a responder em dores, porém, ainda suportáveis, beliscou um pão de queijo e se esqueceu da necessidade do líquido, numa atitude dificilmente vista, foi, de fato, o acaso. No almoço, ingeriu dois comprimidos de Tylenol DC, especiais para a enxaqueca. Às 15:40, lembrou da falta absurda que havia cometido cm seu proprio corpo e correu atrás de uma padaria mais próxima... dentre goles gordos e prazerosos, lambeu os lábios e acendeu um cigarro. A quantidade ainda não era suficiente. Às 18:00 já não dava mais tempo, os olhos mal abriam e o estomago queria voltar o que continha tamanha dor. Correu para uma conveniencia, pediu um expresso e, irresponsávelmente, ingeriu dois comprimidos de Cafiaspirina, cada qual contendo 20 mg de pura cafeína.
A enxaqueca passou, porém, não precisou de mais de uma hora para seu corpo começar a responder: a tremedeira se alastrava, o corpo inteiro remexia; a palidez surgiu de repente, clareou ainda mais sua pele, se isso fosse possível e, assim, o roxo embaixo dos olhos ganharam destque. Nada conseguia fazer. A voz tremia.
Não havia nada a ser feito, era preciso esperar o corpo metabolizar a droga. E assim durou mais de duas horas de puro desespero.
Passou, noutro dia pela manhã - Vó, tem café sem açucar?
Viciava-se em drogas lícitas. Sentia prazer nisso.
E tudo começou ha menos de 16 anos. No colo da avó, um golinho aqui, outro acolá - "bem docinho, vó". Já sofria de enxaqueca e até tratamento havia feito, logo, os goles do líquido preto amenizavam as dores insuportáveis que tinha.
A dependencia aumentou e com a maturidade e descoberta do gosto excentrico, descobriu com a mãe a maravilha que era sentir o gosto puro, amargo e tenro. - Puro, sem açucar, por favor. O adoçante não precisa, querida, obrigada.
Porém, beirando os 21, passado anos de dependencia e já nenhum efeito fazia, apenas satisfazia e não sofria a abstinência, conheceu o colapso por causa de ingerir em enormes quantidades o que te dava prazer: a overdose.
Acordou e pela pressa que tinha, esqueceu-se de se alimentar pela manhã, hábito intrinseco em sua mãe que acabou repassando à ela. Às 11 já sentia os sinais da abstinencia, sua cabeça começara a responder em dores, porém, ainda suportáveis, beliscou um pão de queijo e se esqueceu da necessidade do líquido, numa atitude dificilmente vista, foi, de fato, o acaso. No almoço, ingeriu dois comprimidos de Tylenol DC, especiais para a enxaqueca. Às 15:40, lembrou da falta absurda que havia cometido cm seu proprio corpo e correu atrás de uma padaria mais próxima... dentre goles gordos e prazerosos, lambeu os lábios e acendeu um cigarro. A quantidade ainda não era suficiente. Às 18:00 já não dava mais tempo, os olhos mal abriam e o estomago queria voltar o que continha tamanha dor. Correu para uma conveniencia, pediu um expresso e, irresponsávelmente, ingeriu dois comprimidos de Cafiaspirina, cada qual contendo 20 mg de pura cafeína.
A enxaqueca passou, porém, não precisou de mais de uma hora para seu corpo começar a responder: a tremedeira se alastrava, o corpo inteiro remexia; a palidez surgiu de repente, clareou ainda mais sua pele, se isso fosse possível e, assim, o roxo embaixo dos olhos ganharam destque. Nada conseguia fazer. A voz tremia.
Não havia nada a ser feito, era preciso esperar o corpo metabolizar a droga. E assim durou mais de duas horas de puro desespero.
Passou, noutro dia pela manhã - Vó, tem café sem açucar?
Viciava-se em drogas lícitas. Sentia prazer nisso.
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