20 julho, 2016

eu rezo, todos os dias, bem baixinho
pra que tudo isso passe logo
pra que meu peito esvazie essa angústia,
pra que a paz de um sorriso permaneça.

eu rezo,
e qm diria,
pra agradecer nunca ter feito mal
de fato pra alguém,
por ter discernimento pra compreender,
e empatia pra entender

eu rezo, cm lágrimas nos olhos,
pra que voltemos ao início,
pra que possamos entender e amar,
sem medo, sem muros,
de peito aberto e coração tranquilo.

eu rezo,
pra que cesse meu sofrimento,
pra que se contenham as lágrimas
porque a única coisa que quero, é poder sorrir em paz
voce é tempestade de areia,
eu sou a terra molhada pela chuva.
voce é aridez,
eu sou a raiz que teima em viver.
voce é terra infertil,
eu sou semente, agua e sol.

voce mata,
eu ressuscito.

voce joga areia,
eu sou o broto da resistencia.
voce é terra trincada, trancada,
eu sou a flor que desabrocha

17 julho, 2016

pra você tanto faz
se existe saudade,
se existe motivos.

tanto faz,
se são outros corpos,
outros cheiros,
tanto faz ter suado no meu lençol,
acha graça tanto questionamento,
e tanto faz se dói.

se dói ou não,
se as lágrimas ainda escorrem,
se consegue dormir e sonhar,
tanto faz,
teu sono nada atrapalha,
nem mesmo as mentiras contadas.

tanto faz.

12 julho, 2016

com voce eu aprendi que é possível mentir
olhando nos olhos de quem se diz amar.

que é possível curar ferida com outros corpos,
sentindo outra pele, olhando em outros olhos.

talvez eu nao seja capaz de esquecer.
tateei sozinha historias mal contadas,
meu corpo endureceu,
minhas lagrimas caíram tanto
que fez rio doce. gritei.
chorei gritando e chorei calada,
chorei na multidão,
chorei no banheiro do casamento.
e voce sentiu outros corpos,
outros cheiros, outros sabores.

e eu enlouqueci.


08 julho, 2016

tem caco por todo canto,
ja nem sei se vou conseguir juntar todos.

me transformei num mosaico,
inacabado.

o frio intenso vem e vai,
nao importa a temperatura la fora,
me congela e paralisa.

talvez esteja tudo morto aqui dentro.

02 julho, 2016

o interesse genuino nunca existiu,
viveu na sombra, sem tocarem a alma.

era caso pouco e bem pouco caso,
deu de ombros,
nao se interessou,
olhou e nao viu,
tocou e nao sentiu.
23:54, é a hora que me pergunto o porquê de tudo isso.
os pés nao cessam,
os olhos paralisam em frente à parede branca,
que horas são?

essa é a 4a tentativa de desligar meu cérebro e dormir,
ja sao mais de 30 dias de sono completamente irregular e estressante,
nao dorme,
quando dorme, 2 horas. levanta, come, fuma. mais 2 horas, amanheceu
dorme e tem pesadelo.

virou tudo uma bagunça,
nao encontrei todos os pedaços ainda.
vinho, maconha, tarja preta, carboidrato - o sono vem!
nao veio.
no relógio, 00:00, dando inicio a mais uma madrugada gelada.
fez 26°, mas eu tremia de frio. um casaco, um chá. não esquenta,
tem alguma coisa errada. não tem febre. mas tem frio

ja nao tem mais nada meu aí,
mas também nem sei se teve algum dia.