ofereceu sua bagunça num prato de almoço,
facilitou caminhos e sorriu enquanto tudo caía.
segurou a bomba e explodiu as mãos.
pintou os lábios do sangue que escorreu das palavras que você gritou...
o querer doeu,
desfez uma fortaleza construída de papel,
a indiferença derramou dos olhos de vidro,
a chuva que prometia março.
desconfigurou todos os sonhos da menina que guardou com tanto cuidado.
06 maio, 2012
09 março, 2012
em dois minutos, pouco mais, divagou futilidades,
se encaixou no raso.
o desinteresse era visível, a transparencia sempre foi fato.
metaforizou a vida pra fugir da intensidade que dominava a carne,
pulsava na veia e saltava os olhos. a pupila dilatava.
vestia a terceira pessoa e caminhava.
sorriu 4 vezes, gargalhou mais algumas, mas o sorriso no canto da boca descrevia a timidez e a consciencia de que ali, ninguem a conhecia, de verdade.
... ainda bem.
aos julgamentos alheios, passou os olhos e deu um trago no cigarro.
controlar a vontade de gritar anos de pré conceitos em formas de palavras, assim, que sao joagadas no chao, era dificil.
passou os olhos e tragou mais uma vez. fumava pra conter os lábios, que tremiam pra conter as palavras.
mesmo assim, era melhor que caçar as palavras no chao.
acreditava ela, mais uma uma, apenas.
10 outubro, 2011
preenchi meu quarto inteiro com tua voz
e todos os acordes possíveis,
me deixei sangrar aos olhos crus de quaisquer,
pra poder mostrar a carne viva que sou.
to viva,
sou isso,
carne que pulsa,
sangue que ferve,
pupila dilatada,
me coloco aos pedaços, por dia,
aos poucos, pra testar teus limites.
cheguei pra estremecer teu alicerce,
só falta tua carne encostar na minha.
08 outubro, 2011
04 outubro, 2011
e ela foi... foi bailar.
vestiu branco na terça feira,
pintou os lábios de vermelho,
soltou a juba.
se despediu na segunda, derramou
o sangue que continha ladeira abaixo.
descontextualizou tudo.
desconjuntou as palavras.
ela não pede licença, ela chega.
20 setembro, 2011
perdi o tato do contato,
já não sei por onde andam minhas palavras.
eu queimo.
só sinto, não reprimo.
to viva, a flor da pele.
03 agosto, 2011
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