era impossível esconder, ela encontrava o veneno.
mordera 9 vezes as mãos e tomou em goles gordos;
foi assim que começou a rir malvadamente.
14 novembro, 2007
era naquele instante que começara a se despir dos medos. dizer nunca fora problema pra si, porém, algo lhe travava a voz. pouco tempo tinha pra refletir sobre tudo aquilo, pouco quis olhar, pouco quis sentir, entretanto, o querer já não era um poder.
foi através da madrugada, de olhos fechados que tentou discorrer sobre as mudanças. sua saudade queimou e deixou transbordar dos olhos as lágrimas que lhe faltaram num instante distante. sentiu falta. chorou e deixou que levassem seu rímel.
foi através da madrugada, de olhos fechados que tentou discorrer sobre as mudanças. sua saudade queimou e deixou transbordar dos olhos as lágrimas que lhe faltaram num instante distante. sentiu falta. chorou e deixou que levassem seu rímel.
31 outubro, 2007
garimparava nove dias no sertão de pupilas por algo que a fizesse sorrir, sutilmente, assim, calmamente, enfim.
laconica, ela lembrava de quantos vagos momentos deixou escapar pelos vãos dos dedos a chance de falar e se calar, e andar, andar, andar.
laconica, ela lembrava de quantos vagos momentos deixou escapar pelos vãos dos dedos a chance de falar e se calar, e andar, andar, andar.
22 outubro, 2007
dos ouvidos, pro olhar.
em conexão direta, foi simples: as pálpebras, num ato leve e sombrio, decaíram. deu-lhes o tom avermelhado, de sangue, de ódio, de repulsa, do nojo que viria do âmago.
chegou a pensar 4 vezes, talvez 7. nada aliviou.
passou a mão no telefone, discou 7 números e vomitou verdades, erros gramaticais e 6 palavrões. desfizera, com duas notícias, a face teatral que envolvia outro ser. desfizera, com duas frases, todo o ardor que envolvera teu ser. desfizera, com duas frases, toda a culpa que a cercava. desfizera, com duas frases, toda redundância de anos.
te resumiu nisso, assim, cm isso, à lixo. à lixo, fedorento, aguado, vazio, usado, mastigado, sugado. à lixo.
chegou a pensar 4 vezes, talvez 7. nada aliviou.
passou a mão no telefone, discou 7 números e vomitou verdades, erros gramaticais e 6 palavrões. desfizera, com duas notícias, a face teatral que envolvia outro ser. desfizera, com duas frases, todo o ardor que envolvera teu ser. desfizera, com duas frases, toda a culpa que a cercava. desfizera, com duas frases, toda redundância de anos.
te resumiu nisso, assim, cm isso, à lixo. à lixo, fedorento, aguado, vazio, usado, mastigado, sugado. à lixo.
06 outubro, 2007
23 agosto, 2007
perdia tudo que ganhava, assim, nos vãos dos dedos lhe escapava. não sabia se por deixar muito livre ou se pelo fato de ser áspera e dependente emocional, mesmo não demonstrando este à público. muitos pensamentos lhe confundiam a cabeça. os sonhos vinham pra mostrar sentimentos enrustidos, os quais conscientemente não conseguira traze-los. em alguns dias, dormia a acordava chorando, se apegando aos mais simples desejos, tão simples que não conseguia agarra-los, nem mesmo quando corria. a vulnerabilidade lhe trouxera lágrimas nos olhos e dentes fracos, muito fracos, e um ódio que mal conseguia controlar por tal sentimento.
era transparente, dificilmente havia alguém que não conseguisse enxergar em seus olhos opacos algumas de suas tristezas. nos vãos das palavras, nas entrelinhas mesmo, ia discorrendo seus sentimentos, porém, raramente os citava cm clareza, já que sobre seus sentimentos, prefiria esconder.
parecia simples, bem simples, porém, se chegasse muito perto, veria a complexidade que envolvia no seu ser.
era transparente, dificilmente havia alguém que não conseguisse enxergar em seus olhos opacos algumas de suas tristezas. nos vãos das palavras, nas entrelinhas mesmo, ia discorrendo seus sentimentos, porém, raramente os citava cm clareza, já que sobre seus sentimentos, prefiria esconder.
parecia simples, bem simples, porém, se chegasse muito perto, veria a complexidade que envolvia no seu ser.
14 agosto, 2007
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